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Mesmo cancelado, ato contra reformas do governo reúne cerca de 50 pessoas em Florianópolis

Por conta da chuva, manifestação organizada pelo Fórum de Lutas em Defesa dos Direitos deixou de ser realizada

Gustavo Bruning
Florianópolis
28/03/2017 às 20H37

A aposentadoria da professora de história Susete Ramos Melo, de 63 anos, não impede que ela se envolva na luta por direitos do magistério e da classe trabalhadora. Natural de Jaguaruna, ela mora em Criciúma há mais de quatro décadas e luta pelos direitos trabalhistas desde os 18. Acompanhada da também professora Maria de Lourdes da Rosa, 53 anos, ela esteve no Centro de Florianópolis, no Largo da Alfândega, nesta terça-feira (28), para participar de um ato contra as reformas do Governo Federal, que incluem mudanças na lei de terceirização de empresas e na Previdência. “Hoje eu estou aposentada, mas continuo sendo educadora. É nas ruas que a gente também faz o trabalho”, garantiu.

Ato foi organizado pelo Fórum de Lutas em Defesa dos Direitos - Gustavo Bruning/ND
Ato foi organizado pelo Fórum de Lutas em Defesa dos Direitos - Gustavo Bruning/ND


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A manifestação, organizada pelo Fórum de Lutas em Defesa dos Direitos e marcada para as 17h, acabou cancelada por causa da chuva. Por volta das 17h50, no entanto, cerca de 50 pessoas, entre lideranças de sindicatos, trabalhadores e curiosos, se concentravam no local. O ato unificado, que tinha membros do Sinte-SC e do Sintrasem, entre outros, deve ser retomado na segunda-feira (3). Segundo Amauri Soares, diretor da central sindical Intersindical, o Fórum prepara uma caminhada pelo Centro após a audiência pública sobre a Reforma Trabalhista e Previdenciária, marcada para as 9h na Alesc (Assembleia Legislativa de Santa Catarina).

“Essas mudanças vão prejudicar muito a classe trabalhista, vamos perder tudo aquilo que foi conquistado uma vida inteira. É um retrocesso de 180 anos” - Maria de Lourdes da Rosa, professora.

As professoras Susete Ramos Melo e Maria de Lourdes da Rosa lutam pelos direitos trabalhistas há décadas - Gustavo Bruning/ND
As professoras Susete Ramos Melo e Maria de Lourdes da Rosa lutam pelos direitos trabalhistas há décadas - Gustavo Bruning/ND



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