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"Mercado estará irreconhecível daqui a 10 anos", diz empresário sobre energia sustentável

Para marcar o Dia Mundial do Meio Ambiente, a Engie Brasil Energia realiza nesta terça (5) e quarta-feira (6) o Seminário Gestão Sustentável, em Florianópolis

Michael Gonçalves
Florianópolis
06/06/2018 às 16H00
Painéis de energia solar - Portal Energia Renováveis/Divulgação
Sustentabilidade econômica, social e do meio ambiente, ganha um novo elemento, que é a inovação - Portal Energia Renováveis/Divulgação


Para marcar o Dia Mundial do Meio Ambiente, a Engie Brasil Energia realiza nesta terça (5) e quarta-feira (6) o Seminário Gestão Sustentável, em Florianópolis. O CEO Eduardo Sattamini destacou a sustentabilidade da empresa em três pilares: rentabilidade, responsabilidade social e com o meio ambiente. Atualmente, a empresa é a maior geradora privada de energia elétrica do país, operando uma capacidade instalada de 11.059 MW em 31 usinas em todo o Brasil, o que representa cerca de 6% da capacidade do país. Mais de 85% da energia produzida pela Engie é proveniente de fontes renováveis e o objetivo é que nos próximos anos toda a geração possa ser sustentável.

O próximo desafio da empresa é continuar inovando com sustentabilidade. “O tema sustentabilidade é muito amplo e não pode ser debatido apenas internamente e, por isso, a necessidade de ouvir os agentes externos. A sustentabilidade econômica, social e do meio ambiente, agora, ganha um novo elemento que é a inovação. Hoje, produzimos mais de 85% de energia renovável e as nossas usinas a carvão no Sul do Estado estão à venda. Assim, a nossa intenção é de ter uma geração 100% sustentável brevemente, porque o nosso legado é de sustentabilidade”, afirmou o CEO.

A Engie vem investindo em projetos de energia eólica e na aquisição de plantas hídricas. Além disso, a empresa é uma das líderes de mercado na geração de energia fotovoltaica. Em 2016, Sattamini lembrou que desenvolveu um projeto em parceria com a Celesc (Centrais Elétricas de Santa Catarina) para a instalação de placas em 1.250 unidades residenciais.

O próximo passo é facilitar o acesso dos consumidores às energias limpas. “A legislação ainda não é favorável para a produção da energia fotovoltaica, mas o governo estuda mudanças que podem favorecer este tipo de geração. Isso deve resultar em um decréscimo no custo de implantação e, consequentemente, ao usuário final. Assim, o retorno do investimento será mais rápido”, destacou Sattamini.

“Mercado estará irreconhecível daqui a 10 anos”

Um dos palestrantes do Seminário Gestão Sustentável foi o empresário Arthur Igreja, que destacou a economia compartilhada e o processo de inovação. Ele explicou a diferença de ter uma ideia e de inovar efetivamente. Na opinião do palestrante, o setor de energia deve se transformar nos próximos 10 anos.

Segundo Igreja, a inovação começa de recursos já existentes que não estão sendo aproveitados na sua totalidade. “Acredito que o mercado de energia estará irreconhecível daqui a 10 anos. A economia compartilhada é quem deve ditar o mercado, com um morador gerando energia e vendendo para um vizinho, por exemplo. E inovar neste cenário será entregar uma solução para um problema que as pessoas sempre tiveram, mas de maneira simples”, afirmou.

Já o gerente de soluções da Engie, Kevin Alix, destacou como serão as cidades do amanhã. Ele afirmou que é necessário uma mudança no atual modelo regulatório das concessões de energia elétrica. “Trabalhamos com iluminação pública em várias países e já conseguimos reduzir os custos de 30% a 50%. No Brasil, onde as luminárias são antigas, a redução pode chegar a 70% ou a 80%. Imagina essa economia sendo investida em outros serviços públicos, mas isso passa por uma descentralização do sistema regulatório. Hoje, tudo é centralizado em Brasília (DF)”.

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