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Terça-Feira, 11 de Dezembro de 2018
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Memória de Florianópolis: Igreja de São Sebastião, um marco de 160 anos

Templo na região da Praia de Fora começou a ser construído em janeiro de 1856. Seu estilo original tinha traços da arquitetura luso-açoriana, depois de alterado ganhou características ecléticas

Carlos Damião
Florianópolis
Arquivo Carlos Damião
Imagem de 1972, durante implantação da Praça dos Namorados: sem o “caixote” ao lado
Carlos Damião
Registro atual: templo levou mais de 20 anos para ser construído e foi adulterado em 1956

As igrejas contam a história das cidades, do modo como elas se organizaram ao longo do tempo. Todo o processo de colonização portuguesa pressupunha a formação de um núcleo inicial, com capela, praça e representação do governo. Foi assim em Desterro: no distante ano de 1673 o bandeirante Dias Velho fundou o vilarejo no local onde hoje é a Praça 15 de Novembro, erguendo de imediato uma capela – que depois seria a igreja matriz e é a atual Catedral Metropolitana.

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A questão da religiosidade sempre teve relação direta com a ocupação de territórios e com a convivência comunitária e familiar. Além da catedral, cuja arquitetura colonial foi adulterada em 1922, durante uma reforma “modernizante”, o Centro de Florianópolis preserva alguns templos históricos importantes, como a Capela Menino Deus e a Igreja de São Benedito e Nossa Senhora do Rosário (ambas do fim do século 18), a Igreja de São Francisco da Penitência (do início do século 19), a de Nossa Senhora do Parto (de 1861), a de São Sebastião (iniciada em 1856), a de Santo Antônio (1921) e a Igreja Luterana (de 1913).

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Todas essas igrejas são patrimônio cultural e arquitetônico da Capital, pelo significado que têm para a própria estruturação da cidade ao longo de seus 343 anos de história. A Igreja de São Sebastião tem uma característica interessante: foi o primeiro templo católico construído a uma distância mais longa do miolo central, região acessada à época apenas pela Rua do Passeio, a atual Esteves Júnior. Portanto, a igreja assinalou a ocupação humana na Praia de Fora, uma das primeiras áreas de expansão do Centro, em direção ao Norte, onde a elite local tinha suas chácaras e, depois, residências de veraneio.

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A edificação foi erguida em honra a São Sebastião, "reconhecido patrono contra o flagelo da peste, fosse qual fosse o seu tipo e etiologia, febre amarela, bexigas, cólera-morbus, bubônica, ou outro qualquer", como observou o historiador Oswaldo Rodrigues Cabral em seu livro "Nossa Senhora do Desterro – Notícia". Embora dedicada ao santo, a imagem propriamente dita chegou apenas 20 anos depois, até porque até 1876 as obras não tinham sido concluídas.

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A imagem do padroeiro foi esculpida em madeira policromada e é um objeto de arte sacra importantíssimo para a cidade. No templo, há ainda uma imagem de Santa Catarina de Alexandria, a padroeira do Estado, também muito cultuada pelos fiéis. Quanto à edificação, inicialmente tinha características luso-brasileiras, mas ao longo tempo foi perdendo o estilo colonial e, em 1956, ganhou a atual paginação, com elementos neorromânticos e neogóticos. Ainda assim – apesar da adulteração “modernizante” – o templo é muito significativo para a região, frequentado pelos moradores do entorno e devotos de São Sebastião.

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O local onde está a igreja é o aprazível Largo de São Sebastião da Praia de Fora, que se estende até a Rua Bocaiúva e, depois, se completa com a Praça dos Namorados. Nessa praça está a Estação Elevatória Mecânica de Esgoto, uma das primeiras obras de saneamento da Capital, construída em 1913.

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A lamentar, afinal, a construção de um anexo à igreja, onde funciona a casa paroquial e outros serviços da arquidiocese. Esse prédio, um “caixote” que imita o estilo colonial, é uma interferência de gosto duvidoso: desvaloriza a beleza do templo.

Acesso restrito

Caixas eletrônicos independentes instalados em alguns locais de Florianópolis – como shoppings – não existem mais: foram unificados no “Banco 24 horas”, quase sempre com filas intermináveis. No meu caso, cliente de um banco particular há pelo menos 25 anos, só posso dispor do conforto de caixas eletrônicos exclusivos nas agências do próprio banco. Um bancário me explicou que a medida tem o objetivo de “economizar”.

Aplicativos sociais

Estão abertas as inscrições para a nova turma do FloripApps, oferecido pelo Comitê para a Democratização  da Informática (CDI) de Santa Catarina. Desta vez, o projeto vai levar às crianças e adolescentes, de 9 à 16 anos, da Lagoa da Conceição e dos Ingleses a oportunidade de pensarem sobre os problemas da comunidade onde vivem e criarem aplicativos que possam ajudar a melhorá-los. 

Boi inclusivo

O boi de mamão, uma das principais manifestações do folclore catarinense, será apresentado em um musical divertido e alegre no projeto Domingo é Dia de Teatro, iniciativa do Iguatemi Florianópolis. O projeto é o primeiro viabilizado por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Florianópolis no qual todos os espetáculos terão a presença de um intérprete de Libras (Língua Brasileira de Sinais), possibilitando a inclusão de crianças com deficiência auditiva na plateia.

Criatividade e técnica

Você lê um texto eletrizante. Inesquecível. Fica pensando em como gostaria de possuir aquela habilidade. A resposta está na 1ª Jornada de Conteúdo de Valor, que marcada para o dia 13 de março no hotel Maria do Mar, onde cinco palestrantes irão apresentar, ao longo de todo o dia, técnicas de escrita, criatividade e autenticidade na narrativa. O objetivo é ensinar a técnica por trás das linhas bem traçadas. Inscrições pelo link: www.eventick.com.br/conteudo-de-valor

Depois da folia

“Coisas pra recuperar depois do Carnaval: os pés, a carteira, o fígado e o bom gosto musical!”. José Simão, no Twitter (@jose_simao)

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