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Melhora no rendimento da população faz varejo crescer em janeiro, diz IBGE

Maior impacto no indicador veio do segmento de supermercado, que inclui produtos alimentícios, bebidas e fumo

Folha de São Paulo
São Paulo (SP)
13/03/2018 às 14H24
Segundo a expectativa do setor, as vendas do comércio no Natal devem crescer 4,8% este ano - Valter Campanato/Arquivo/Agência Brasil
Segundo a expectativa do setor, as vendas do comércio no Natal devem crescer 4,8% este ano - Valter Campanato/Arquivo/Agência Brasil


SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Após recuar 0,5% em dezembro na comparação mensal, o volume de vendas do varejo brasileiro cresceu 0,9% em janeiro, ante o mês anterior, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta terça-feira (13).

Em relação a janeiro de 2017, na série sem ajuste sazonal, a alta foi de 3,2%, o décimo resultado positivo nessa base de comparação, de acordo com a Pesquisa Mensal do Comércio. O acumulado nos últimos 12 meses subiu 2,5%.

A expectativa em pesquisa da agência Reuters era de alta de 0,60% na base mensal e de avanço de 2,5% sobre um ano antes.

Na comparação com 2017, seis dos oito setores do varejo tiveram alta. O maior impacto no indicador veio do segmento de supermercado, que inclui produtos alimentícios, bebidas e fumo e cresceu 3,1%.

O resultado pode ser explicado pela melhora no rendimento da população e pela baixa inflação, aponta Isabella Nunes, gerente da pesquisa. "O aumento da massa de rendimentos reais e a redução sistemática dos preços na alimentação no domicílio foram os principais fatores para o desempenho positivo do setor."

Segundo Nunes, outro segmento impulsionado pela melhora nos rendimentos foi o de artigos de uso pessoal e doméstico, que cresceu 10,5% —a categoria contempla lojas como de departamentos, joalherias, artigos esportivos e brinquedos.

A trajetória de recuperação pode estar associada ainda à redução da taxa de juros e à maior disponibilidade de crédito para pessoas físicas, disse Nunes.

O setor de combustíveis e lubrificantes caiu 4%, com os preços dos combustíveis acima da variação média, avaliou a gerente.

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