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Quarta-Feira, 26 de Setembro de 2018
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Marinha resgata pescadores de naufrágio durante pesca ilegal na reserva biológica do Arvoredo

Tripulantes de duas embarcações foram detidos e indiciados por crime ambiental na Polícia Federal em menos de 15 dias

Edson Rosa
Florianópolis

Em menos de 15 dias, duas embarcações foram flagradas e apreendidas durante pescaria clandestina em águas protegidas da Reserva Biológica Marinha do Arvoredo, ao Norte de Florianópolis. Uma delas chegou a naufragar ao lado da ilhota Deserta, com cinco tripulantes a bordo. Resgatados do mar por embarcação da Capitania dos Portos de Santa Catarina, depois dos primeiros socorros os pescadores foram escoltados para abertura de inquérito na Delegacia Marítima da Polícia Federal, com base na lei de crimes ambientais – 9.605/1998.

Divulgação/Capitania dos Portos/ND
Os pescadores foram escoltados e a capitania abrirá um inquérito de crime ambiental

 

O flagrante ocorreu na madrugada de quinta-feira, 15, com mar alto e chuva forte. Segundo boletim divulgado pela assessoria de comunicação social da Marinha em Florianópolis, uma guarnição da Capitania dos Portos foi acionada para atender pedido de socorro emitido via rádio pela tripulação do Rael 2, pesqueiro registrado em Itajaí.  Ao chegarem ao local do naufrágio, os militares da Marinha localizaram a embarcação pesqueira adernada, com casario e convés praticamente submersos.

Os tripulantes foram resgatados, mas parte dos apetrechos de pesca foi perdida. Segundo a capitã-tenente Andréa Peixoto, da comunicação social da Marinha, o pesqueiro estava em área proibida inclusive para navegação, o que tem sido comum principalmente em períodos de mau tempo. “Infelizmente, tem sido constante a presença de pescadores ilegais no entorno de Arvoredo. Lá, apenas mergulhos contemplativos são permitidos”, avisa.

Antes, no dia 29 de setembro, a fiscalização da Marinha apreendeu a embarcação de recreio e lazer Top Gun, registrada em Florianópolis, adaptada para pesca com rede de espera. Equipamentos e tripulantes foram levados para a Delegacia da Polícia Federal para abertura de inquérito. A lancha, de acordo com relatório da Capitania, navegava irregularmente em águas da reserva biológica.

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