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Marido de advogada que caiu de prédio é indiciado por feminicídio, no Paraná

Delegado responsável pelo caso afirmou que imagens do circuito interno de câmeras do prédio mostram "agressões brutais" contra a vítima

Folha de São Paulo
Curitiba (PR)
01/08/2018 às 11H19

CURITIBA, PR (FOLHAPRESS) - O professor Luís Felipe Manvailer, 29, foi indiciado pelo feminicídio de sua mulher, a advogada Tatiane Spitzner, 29. A vítima foi encontrada morta no dia 22 de julho após cair do quarto andar do prédio em que morava, em Guarapuava, no Paraná. 

O inquérito da Polícia Civil foi encerrado nesta terça-feira (31). Luís Felipe ainda não foi acusado -o Ministério Público deve avaliar se oferece denúncia nos próximos dias.

A jornalistas, o delegado Bruno Miranda Maciozek, responsável pelo caso, afirmou que imagens do circuito interno de câmeras do prédio mostram "agressões brutais" contra a vítima.

Marido é suspeito de matar a advogada Tatiane Spitzner, de 29 anos - Facebook/Reprodução
Marido é suspeito de matar a advogada Tatiane Spitzner, de 29 anos - Facebook/Reprodução


Segundo ele, há indicativos de que Tatiane foi esganada pelo marido. "O laudo apontou evidências claras da ocorrência desses crimes, entre elas marcas evidentes no pescoço da vítima", disse.

Luís Felipe está preso desde o dia 22 de julho, quando foi detido após se envolver em um acidente numa estrada nas proximidades de São Miguel do Iguaçu, a cerca de 320 km de Guarapuava.

Ele dirigia o carro da advogada e seguia em direção a Foz do Iguaçu, na fronteira com Paraguai e Argentina.

Em depoimento à polícia, o suspeito negou que tenha empurrado a mulher da sacada do apartamento -disse, apenas, que ela se jogou da janela durante uma discussão entre o casal.

A defesa da família da vítima anexou ao inquérito trocas de mensagens entre Tatiane e uma amiga. Nelas, a advogada dizia que o marido tinha "ódio mortal" dela e que só faltava coragem para enfrentar o divórcio.

Em nota ao portal G1, a defesa de Luís Felipe informou que "não irá comentar as declarações da autoridade policial, pois não teve acesso nem ao relatório final do inquérito e nem às declarações dadas sobre o assunto".

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