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Maio desponta como um dos meses mais violentos em Florianópolis, com 12 mortes em 13 dias

Neste fim de semana, quatro pessoas foram executadas com tiros na cabeça. A prefeitura estuda implantar projetos sociais na região Norte da Ilha

Colombo de Souza
Florianópolis
14/05/2018 às 23H38

Maio ainda nem terminou e já desponta como um dos meses mais violentos do ano em Floria­nópolis. Em 13 dias ocorreram 12 mortes violentas. Os meses mais críticos até agora foram janeiro (16 mortes) e fevereiro (15 assassinatos). Desde o início do ano até a tarde deste se­gunda-feira (14), ocorreram 70 mor­tes violentas na Capital. Deste total: 53 homicídios dolosos, um latrocínio (matar para roubar) e 16 confrontos com a polícia. A região norte da Ilha, consi­derada a mais violenta, vem sendo estudada pela prefeitura, que pretende desenvolver ações de ocupações sociais nas áre­as conflagradas pelo crime organizado.

A polícia ainda não sabe o motivo dos quatro assassinatos na comunidade do Arvoredo, mais conhecida como favela do Siri, no último fim de semana. Todas as vítimas foram execu­tadas com tiros na cabeça. A re­gião, que já foi palco de guerra aberta entre as facções crimino­sas, a catarinense PGC (Primeiro Grupo Catarinense) e a paulista PCC (Primeiro Comando da Ca­pital), pelo domínio do tráfico de drogas, estava em paz desde o final do ano passado.

A tranquilidade foi que­brada nas primeiras horas da madrugada de sábado (12). Um ho­mem, ainda não identificado, foi encontrado ferido nas dunas com várias marcas de tiros. Ele foi levado para o Hospital Governador Cel­so Ramos, mas não resistiu aos ferimentos. No dia seguinte, três pessoas foram executadas com pistolas de calibres 9mm e 380mm durante um churrasco na mesma localidade. A Dele­gacia de Homicídios ainda não sabe se o assassinato ocorrido sábado está relacionado com as três execuções de domingo (13).

O delegado da Homicídios, André Portella, não descarta a possibilidade de acerto de con­tas entre as duas facções, mas também investiga outros mo­tivos não revelados para evitar que atrapalhe as investigações. No entanto, ele sabe que os pon­tos de drogas na comunidade do Arvoredo, uma área invadida por imigrantes de outros Esta­dos em busca de melhores opor­tunidades, vêm sendo cobiçados pelas facções.

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Demolições

As dunas do Siri começaram a ser invadi­das há mais de 20 anos. Quando os barracos são abandonados por famílias que fogem da violência, a prefeitura e a Polícia Militar executam as demo­lições. Segundo o comandante do 21º Batalhão da PM, tenente-coronel Sinval Santos Siqueira, no ano passado foram derrubados cerca de 100 barracos. Eram moradias abandonadas e algumas ocupadas por integrantes do PCC, que na época protagoniza­ram uma série de assassinatos no Norte da Ilha.

Para atenuar a violência na região, a prefeitura da Capital está promovendo uma série de ações so­ciais. Conforme a secretária da Assistência Social, Katherine Schreiner, o projeto de inclusão já come­çou pela Vila União, onde está sendo reformado um ambiente de convivência social. “Estamos também com um projeto na academia da Polícia Civil, onde adolescentes são preparados para o mercado do trabalho”. Katherine ainda falou que o município pretende estender as ações para o Centro de Refe­rência Social dos Ingleses, ofertando oportunidades à comunidade do Arvoredo.

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