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Mães de LGBTs se unem em prol da diversidade para superar preconceitos

Elas lutaram para aceitar seus filhos e agora trabalham para reduzir o preconceito na sociedade

Redação ND
Florianópolis
07/06/2018 às 21H30

Néa de Jesus, Andréa Carvalho e Telma Issa de Freitas são mães de filhos gays. Elas integram o grupo Mães pela Diversidade SC e abraçam a causa LGBT como uma questão de família, lutando contra o preconceito da sociedade, mas a tarefa nem sempre foi fácil. O grupo reúne mães e pais de todo o Estado, com o objetivo de ser um ponto de apoio.

Néa, mãe do Gustavo, de 20 anos, conta que no começo fez vista grossa e não queria encarar a realidade. Mas depois que entrou para o grupo, há dois anos, as conversas a levaram a perceber que tirando o preconceito, o que sobrava era apenas o seu filho. "Passei a ver que eu tinha deixado ele sozinho, passando por um processo doloroso e agora quero recuperar esse tempo perdido", diz.

Andréa, mãe do Vitor, de 28 anos, está no grupo desde o começo, há 13 anos. "A gente atua fazendo piqueniques, dando palestras, indo a universidades, encontros de mães e de jovens, na Assembleia Legislativa e nos poderes públicos, porque o nosso objetivo é lutar pelos direitos dos nossos filhos", explica.

As três fizeram parte da linha de frente na maior parada LGBT do mundo. "Vi a importância de ir à Parada, de colocar a cara ao sol, porque isso tem que ser mostrado à sociedade. Precisa desse enfrentamento, para que as pessoas pensem, falem e discutam sobre o assunto", afirma Telma, mãe do Saulo, 32, gay e drag queen. Ela integra o grupo há dez anos e afirma que percebia que as pessoas falavam dos gays como se eles não tivessem família. "Isso não é verdade, precisamos mostrar que eles têm uma estrutura familiar e, a partir disso, comecei a sentir a necessidade de levantar e lutar junto com meu filho".

Após todo esse processo, essas mães dão seus conselhos a quem está passando pelo processo de descoberta e aceitação. "Não ignore a situação, aja como adulto, sente e converse com seu fiho e deixe-o à vontade para que ele te conte e vocês vivam essa nova vida", opina Néa. Telma pede às mães que jamais dêem as costas aos seus filhos. "Abracem, amem, porque o público LGBT tem muito a nos ensinar".

Andréa lembra que não é fácil porque a maioria das mães não foi preparada para ter filhos LGBTs. "Mas não se desespere, porque a gente acaba se reinventando e o nosso amor é maior do que isso tudo. O amor sempre vence".

>> Veja a reportagem do #Balanço Geral Floripa:

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