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Mãe de bebê encontrado morto em riacho de Nova Trento é identificada

A mulher, que teria escondido a gravidez de amigos e familiares, se emocionou ao revelar aborto e abandono do corpo

Gustavo Bruning
Florianópolis
14/12/2018 às 19H49

A investigação do caso que envolveu o corpo de um bebê encontrado em um riacho de Nova Trento, na Grande Florianópolis, em novembro, foi concluída pela Polícia Civil esta semana. No mesmo dia em que coletaram material genético da mulher apontada como a suspeita de ter abortado a criança e a abandonado, os investigadores foram surpreendidos pela confissão da mesma durante um depoimento. Ela foi indiciada pelos crimes de aborto e ocultação de cadáver.

Bebê foi encontrado próximo à ponte da rua Giácomo Dalri, no bairro Espraiado - Divulgação/ND
Bebê foi encontrado no bairro Espraiado, em Nova Trento - Divulgação/ND


“Não estávamos preparados para confissão, mas ela admitiu antes do exame de DNA aparecer”, contou o delegado Vinícius Benedet Brandão, de São João Batista. No depoimento, que durou cerca de uma hora e meia, a mulher inicialmente negou o crime. Após ser confrontada com as provas, se emocionou e detalhou o parto e o abandono do corpo. Ela admitiu, inclusive, não ter visto o sexo do bebê. O delegado não pôde comentar a motivação para preservar a segurança da indiciada, que possui outros filhos.

Pelo laudo do IML (Instituto Médico Legal), conforme o delegado, não foi possível apurar a causa da morte – o motivo seria o estado de putrefação do corpo. “Nós requisitamos mais dois laudos e talvez requisitemos ainda outro”, adiantou Brandão.

No depoimento, a mãe afirmou que a criança já nasceu sem vida e que o aborto teria ocorrido dentro da própria casa, quando ela estava sozinha. A mulher, inclusive, teria escondido a gravidez de amigos e familiares durante sete meses e meio, até que teve o bebê de forma prematura.

Em um hospital, os investigadores apuraram que uma mulher havia dado entrada após sofrer uma hemorragia, decorrente do pós-parto, cinco dias após dar à luz. A constatação do médico, perto da data do crime, foi utilizada no inquérito, assim como testemunhas que constataram a gravidez. “Foi confirmado que ela teve a criança e não a registrou”, comentou Brandão. Em seguida, foram cumpridos os mandados de busca e apreensão na casa da mulher. Mesmo com a confissão, a polícia ainda deve receber a comprovação genética.

Moradores encontraram corpo

O bebê foi encontrado sem vida no dia 26 de novembro, às margens de um riacho no bairro Espraiado, em Nova Trento. Moradores avistaram o corpo pela primeira vez no dia 24 e acharam que se tratava de uma boneca. Dois dias depois, uma dessas pessoas retornou ao local, por curiosidade, e percebeu que era um corpo em estado de decomposição.

Devido ao grande volume de chuva que atingiu a região dias antes, a polícia acredita que o corpo teria sido carregado pelo rio e acabado no ponto onde foi encontrado. 

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