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Lula não vai se pronunciar a respeito da decisão do STF sobre o habeas corpus

O petista estava com a ex-presidente Dilma Rousseff e o governador do Acre, Tião Viana, quando a ministra Rosa Weber votou contra o pedido

Folha de São Paulo
São Paulo (SP)
04/04/2018 às 23H41

CATIA SEABRA E GÉSSICA BRANDINO

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A assessoria de imprensa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que o petista não falará na noite desta quarta-feira (4) sobre a decisão do STF sobre o habeas corpus.

Lula foi condenado em janeiro pela segunda instância da Justiça Federal a 12 anos e um mês de prisão - Marcelo Camargo/Agência Brasil
Lula foi condenado em janeiro pela segunda instância da Justiça Federal a 12 anos e um mês de prisão - Marcelo Camargo/Agência Brasil


Lula estava em uma sala do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC com a ex-presidente Dilma Rousseff e o governador do Acre, Tião Viana, quando a ministra Rosa Weber votou. Na sala não havia TV. Durante o voto, ele saiu para cumprimentar pessoas.

Pelo Twitter, a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, lembrou que a sessão ainda não tinha acabado e afirmou: "Não vamos desanimar".

Deputados estaduais e dirigentes petistas que acompanhavam o julgamento no prédio em São Bernardo estão deixando o local.

Os militantes receberam o voto de Rosa Weber com algumas vaias e silêncio. Militantes tentaram sem sucesso puxar o grito "povo sem medo", mas não houve adesão. Parte dos manifestantes deixou o local.

Depois de certo tempo, ao verem uma repórter do SBT se posicionar para uma transmissão, os manifestantes se colocaram atrás da jornalista e começaram a entoar gritos em defesa de Lula e contra "golpistas".

Lula diz a aliados que só eles acreditavam em voto favorável de Rosa Weber

Lula fez um desabafo ao ser informado do voto da ministra Rosa Weber. Segundo aliados, o ex-presidente disse que nunca alimentou expectativas sobre o voto da ministra e chegou a ironizar a boa-fé de petistas. Lula disse que só seus aliados acreditavam em um voto favorável de Rosa. A ministra decidiu por negar habeas corpus a ele. Ainda segundo petistas, Lula insistiu na tese de que existe um golpe para tirá-lo da disputa eleitoral e que os responsáveis não desistiriam dele agora.

Depois da declaração de voto de Rosa, o petista conversou com dirigentes do Instituto Lula e governadores petistas. Ele foi refratário ao ser informado sobre futuros passos legais que teria à sua disposição.

O ex-presidente do PT Rui Falcão informou a ele sobre a possibilidade de um pedido de vista ainda ao longo do julgamento.

O ex-prefeito Fernando Haddad levou a Lula a mesma informação. O ex-presidente disse que preferia esperar o fim do julgamento.

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