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Luciano Hang diz que Folha de São Paulo não apresentará provas em juízo sobre reportagem

Jornal publicou editorial no fim de semana detalhando dificuldades de expor fontes primárias de informação; as mesmas que acabaram gerando suspeitas no empresário sobre veracidade da reportagem

Redação
Florianópolis
19/11/2018 às 22H46

Alvo de reportagem da Folha de São Paulo publicada em 18 de outubro, às vésperas do segundo turno das eleições, o empresário Luciano Hang, dono da Havan, está cobrando em juízo que o jornal apresente provas de reportagem que, segundo o próprio empresário, tinham como objetivo atacar Jair Bolsonaro (PSL).

A reportagem da Folha apontou que empresários teriam financiaram publicações via WhatsApp para beneficiar justamente o candidato Bolsonaro. Hang negou que tenha financiado qualquer campanha.

Nesta segunda-feira (19), o empresário divulgou nas suas redes sociais que a reportagem completou um mês. “Quando eles lançaram a reportagem eu lancei um desafio para que eles apresentassem as provas, mas eu já sabia que eles não tinha provas”, disse o empresário, que aguarda a citação dos envolvidos no processo.

Quando a reportagem foi publicada, o empresário foi procurado pela reportagem e disse ter informado os jornalistas de que “a notícias era falsa”, nas suas palavras. “Como eles publicaram eu decidi processá-los, eles ignoraram que era uma notícias falsa porque queriam privilegiar o PT”, declarou.

No fim de semana, após um mês da reportagem, a ombudsman da Folha, Paula Cesarino Costa, que faz a leitura crítica das publicações do jornal, publicou editorial sob o título “Caixa dois não tem recibo” e destaca os desafios da reportagem em fazer a denúncia sem poder apresentar as provas colhidas na apuração. “Avalio importante e necessária a reportagem sobre o impulsionamento ilegal em favor de Bolsonaro. É apuração difícil, que, com meandros obscuros a desvendar, abre um caminho rico a ser explorado. No entanto, entendo que o jornal falhou na forma narrativa de apresentá-la ao leitor”, escreve a Ombudsman.

Sobre a publicação, Hang disse que o jornal fez mea culpa.  

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