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Loteamento em Palhoça permite que empresário vá ao trabalho usando o próprio avião

Aeropark está em construção na cidade Pedra Branca e sua primeira etapa será entregue até agosto do ano que vem

Brunela Maria
Palhoça
24/06/2017 às 13H57

Chegar ao trabalho por via área, sem precisar enfrentar congestionamentos e se deslocar rapidamente para qualquer lugar com o apoio de um avião executivo ou helicóptero. A alternativa vai estar disponível na Grande Florianópolis a partir do ano que vem e o projeto tem atraído investidores das mais variadas partes do País. A primeira etapa do empreendimento deve ser entregue até agosto, no bairro Pedra Branca, em Palhoça.

Empreendimento vai receber aviões executivos e helicópteros - Divulgação/ND
Empreendimento vai receber aviões executivos e helicópteros - Divulgação/ND


O Aeropark Pedra Banca conta com cerca de 300 lotes, para as mais variadas atividades comerciais. Pelo menos 44 deles estão destinados à construção de hangares, no entrono da pista que hoje é utilizada pelo Aeroclube de Santa Catarina, parceiro do investimento. No local também estarão disponíveis serviços aeronáuticos, com o abastecimento, manutenção de aeronaves, escola de aviação e fretamentos.

A exclusividade da iniciativa, que ajuda o empresariado a driblar o problema da mobilidade urbana, que cada vez mais se faz presente em Santa Catarina, fez com que 70% dos lotes fossem vendidos na primeira fase de implantação, segundo conta o diretor executivo da Pedra Branca Empreendimentos, Marcelo Gomes. Para ele, também contribuiu para a atração dos investidores o conceito de cidade completa construído no bairro e o crescimento econômico da região.

“Nosso objetivo é proporcionar um local completo. Esse projeto é bastante inovador e tem a localização como diferencial. Está dentro da cidade, tornando-se alternativa ao Aeroporto Hercílio Luz. Queremos oferecer os lotes para empresas construírem seus empreendimentos comerciais, serviços e indústrias e facilitar esse deslocamento com a proximidade da pista do aeroclube, nosso parceiro”, diz. Gomes também descreve que um novo acesso para a Pedra Branca, através da avenida das Universidades, também será criado, para manter o vínculo de proximidade no condomínio, um dos mais estruturados da região.

Expectativa de geração de Empregos

Além do grande diferencial associado à mobilidade urbana, a construção do Aeropark deve proporcionar um novo momento econômico para a cidade de Palhoça. A empresa responsável pelo empreendimento projeta a geração de cerca de 3 mil empregos diretos – o equivalente à uma indústria de grande porte, mas podendo gerar muito mais empregos indiretos, devido à diversidade das empresas que devem se instalar no local. Segundo levantamento da Pedra Branca, até agora 65% dos empresários que adquiriram lotes pretendem de fato instalar ou transferir suas empresas para Palhoça.
“Temos muita mão de obra aqui e por isso projetamos um desenvolvimento conômico fantástico. Temos ainda a preocupação de ligar o empreendimento com as ciclovias e vias até o centro da Pedra Branca, tudo para facilitar ainda mais a chegada das pessoas”, salienta Gomes.

Aeropark tem lotes exclusivos para a construção de hangares  e acesso fácil à pista - Flávio Tin/ND
Aeropark tem lotes exclusivos para a construção de hangares e acesso fácil à pista - Flávio Tin/ND


Um dos investidores é o empresário Guilherme Granzinolli, diretor de operações da empresa Invictus, que já adquiriu lotes no Aeropark e que a partir de julho de 2018, quando a primeira etapa do empreendimento será entregue, vai construir sua sede e levar toda sua operação para o loteamento. “O que nos atraiu foi o conceito, que apresenta um formato moderno, planejado e, principalmente, por estar integrado às facilidades do bairro Pedra Branca”, destaca.

Segundo Gomes, a iniciativa já conseguiu atrair empresas de logística, combustível, farmacêutica e comércio. “Atualmente, circulam diariamente no bairro cerca de 23 mil pessoas entre moradores, estudantes e trabalhadores. E nossa meta é alcançar 80 mil. Com a entrega do Atrium Offices, em setembro, finalizamos a primeira etapa, que envolveu os empreendimentos que contornam os quatro lados da Praça Espelho D’Água. O Aeropark retrata este segundo momento da Pedra Branca, assim como o Pátio Civitas. Hoje os empresários querem trazer suas empresas para a Pedra Branca para fazer parte do que construímos aqui”, declara.

Segunda etapa em 2020

A segunda fase do Aeropark tem previsão de ser concluída em 2020. O projeto será apresentado nos próximos meses às prefeituras de Palhoça e São José, comunidade e entidades da região. Conforme antecipa Marcelo Gomes, o próximo passo é planejar para esse ano os detalhes para a venda dos lotes neste segundo momento do empreendimento. “Os lotes com hangares são uma novidade em Santa Catarina. Nossa negociação com o Aeroclube inclui que nossos clientes terão uma classe especial entre os sócios do clube, não tendo custo por pouso e decolagem, dúvida muito comum entre os clientes”, ressalta Renato Ramos, Gerente de Negócios da Pedra Branca.

Para Gomes, o Aeropark também vai agregar qualidade de vida aos empresários. “Acreditamos muito nesse projeto e no seu potencial”, disse. Da primeira etapa restam ainda 23 lotes disponíveis. Os aviões que poderão acessar o local são jatos particulares e executivos.

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3 Comentários

  • Carlos
    Sim... Ratones e o norte da ilha bobearam imensamente por terem aberto mão de terem barulho de avião o dia inteiro poluindo o ambiente.... Hahhahah. Ta aí o exemplo do Hercílio Luz que embora seja importante comercilmente para a cidade, acabou com a paz e a tranquilidade de parte do sul da ilha... Especialmente no Campeche uma das praias mais lindas da ilha que foi ambientalmente destruída pelo barulho incessante dos aviões.
    Aroldo Martins
    Ratones bobeou dançou
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