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Londres inverte lógica e deixa semáforo sempre verde para pedestres

Quando sensores detectam a presença de carros, o equipamento aguarda alguns instantes e, em seguida, retém os pedestres para liberar os automóveis

Folha de São Paulo
São Paulo (SP)
09/08/2018 às 16H26

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A faixa é de pedestre, mas na maior parte do tempo o semáforo está vermelho para quem caminha e verde para os motoristas. Quase sempre, a pessoa a pé tem que esperar, mesmo que não haja veículos passando.

Londres quer mudar isso e começou a fazer testes com a lógica inversa: planeja instalar, nos próximos meses, dez semáforos que, por padrão, ficam verdes aos pedestres. Quando sensores detectam a presença de carros, o equipamento aguarda alguns instantes e, em seguida, retém os pedestres para liberar os automóveis.

Londres quer mudar lógica dos semáforos e começou a fazer testes - Mazur / catholicchurch.org.uk
Londres quer mudar lógica dos semáforos e começou a fazer testes - Mazur / catholicchurch.org.uk


Em outros sete pontos, foram colocados sensores para contar quantas pessoas estão esperando para cruzar, de modo a ajustar automaticamente o tempo de abertura para a travessia. A meta é ampliar a ideia para mais outros 20 lugares até o começo de 2019.

Estas alterações fazem parte de um plano ambicioso da capital inglesa para aumentar os deslocamentos a pé. A cidade quer que todos os seus habitantes façam ao menos 20 minutos de viagens ativas por dia, o que inclui andar ou pedalar, até 2041. Hoje, apenas um terço deles tem essa prática.

O plano também inclui medidas como reduzir a velocidade máxima em vias importantes de 50 para 32 km/h e remover ou realocar obstáculos das calçadas, como cabines telefônicas, cartazes e mesas de restaurantes.

Em um segundo momento, serão feitas mudanças mais radicais no desenho urbano, de forma a tornar as ruas mais atrativas. As ações incluem aumentar áreas de sombra e de abrigo em caso de chuva, criar pontos de descanso com bancos, reduzir o barulho e a poluição do ar e ampliar o número de atrações e de atividades ao ar livre.

Se a meta para 2041 for alcançada, o sistema público de saúde britânico espera poupar 1,6 bilhão de libras (cerca de R$ 7,8 bi) em tratamentos. Além dos efeitos benéficos para o corpo, andar reduz a poluição e estimula a economia local, especialmente as lojas de rua, o que gera empregos e move um ciclo virtuoso capaz de transformar os bairros.

Em São Paulo, embora as ruas ainda sejam vistas com desconfiança, o sucesso da avenida Paulista aberta aos domingos mostrou que caminhar pela rua pode ser um programa por si só.

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