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Quarta-Feira, 26 de Setembro de 2018
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Lixo a céu aberto incomoda moradores, em São José

Moradores da Área Industrial reclamam do lixo jogado em terrenos baldios

Daisy Schio
São José
Marcelo Bittencourt/ND
Lixo incomoda moradores da Área Industrial

Os moradores da Área Industrial de São José queixam-se do lixo jogado a céu aberto. As reclamações não são só sobre o entulho jogado em terrenos baldios. Mas com  os destroços também aparecem ratos e mau cheiro. Segundo moradoras, o problema se estende há um ano e ao entrar em contato com a prefeitura não obtiveram resposta sobre o que acontecerá.

A dona de casa, Samara da Silva, 23, alega que o mau cheiro sempre aumenta. Segundo ela, seu marido já cortou a mão em um dos terrenos baldios ao tentar separar materiais recicláveis. “Eu temo pela segurança do meu filho de 10 anos, o menino sai para brincar, já machucou a mão na rua de casa. A gente reclama, mas ninguém faz nada”.

O menino, Ronald, 10 anos, não se sente confortável em brincar perto de sua casa. “É muito lixo e fede”, reclamou o garoto. Samara, mãe de Ronald, tem um certo receio de deixar o garoto pela rua. Ela espera que seja tomada uma medida para solucionar o problema. “Ou eles tampam esse lixo ou limpam. Assim não pode ficar”.

Cleusa Vieira, 52, também dona de casa, relata que além do perigo com a saúde, o lixo jogado pelo bairro também diminui a segurança. “É perigoso alguém se esconder atrás do entulho, além da falta de segurança ainda tem a falta de higiene. Todos os dias tenho que matar ratos, e tem cada rato gigante. Não adianta eu ficar matando os ratos que entram na minha casa sendo que eles se multiplicam nos terrenos”, queixou-se Cleusa.

Os responsáveis pela sujeira

O secretário da Susp (Secretaria de Serviços Públicos de São José), Amauri Valdemar da Silva, informou que a obrigação de cuidar dos terrenos baldios é do proprietário. Ainda de acordo com ele os donos de cada lote na Área Industrial que estiver com entulhos serão notificados, nesta terça-feira (17). “Hoje (ontem) vou ir ao local com os fiscais para identificar cada dono de terreno e atuar”, afirmou.

Amauri diz que é complicado atuar os donos dos terrenos, geralmente não foram eles que jogaram o lixo no local. “Eles reclamam, mas mesmo assim são atuados. A partir do momento que são atuados eles têm 30 dias para fazer a limpeza do terreno, construir muros e calçadas. Caso não efetuem o que a atuação está pedindo, eles são multados em R$ 500, por mês, até limparem o terreno e cumprir com todas as obrigações”, afirmou.

O diretor da Vigilância Sanitária de São José, Odair Dutra, disse que nesta terça-feira irá encaminhar o coordenador de desratização ao local para avaliar a situação dos terrenos. Ele também notificará os proprietários. Segundo Dutra, será deixado no local iscas para matar os ratos ao redor do terreno.

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