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Domingo, 17 de Fevereiro de 2019
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Licitação do projeto Floribike será cancelada por falta de propostas e um novo edital será lançado

Após quase três anos do primeiro anúncio o projeto será adiado mais uma vez com previsão de execução em 2014

Letícia Mathias
Florianópolis
Flávio Tin/ND
Avaliação. A prefeitura ainda estuda quantas bicicletas serão colocadas à disposição dos moradores

Diferente da expectativa da população e da própria prefeitura de Florianópolis, o projeto Floribike, que disponibilizaria bicicletas para aluguel em diversos pontos da cidade, não será mais colocado em prática este ano. A licitação do projeto anunciado há quase três anos será cancelada e um novo edital deve ser apresentado até o fim do ano. O projeto precisou ser adiado por falta de propostas e de empresas interessadas. Três empresas foram pré-qualificadas para participar da licitação, mas não concordaram com alguns pontos do edital e por isso não apresentaram propostas. 

 

Como não houve concorrência a prefeitura poderia contratar sem licitação, mas achou mais interessante rever o edital para manter a qualidade e conceito. Para isso abriu uma consulta pública, encerrada dia 27 de agosto, para que qualquer interessado pudesse dar sugestões para um novo edital. Agora a SMCTDES (Secretaria de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico Sustentável), pasta responsável pelo projeto, está formatando o termo de referência que aponta os critérios que serão mudados para aí sim lançar um novo edital que ainda será elaborado.

Os principais questionamentos das empresas foram em função da quantidade de bicicletas prevista no edital, considerada exagerada para o número de habitantes, e também pela insegurança jurídica a respeito da exploração de publicidade. Após análise de uma comissão que integra prefeitura, Ipuf e cicloativistas da cidade chegou-se a conclusão que de fato precisaria apresentar um projeto mais realista, de acordo com a cultura e estrutura a cidade. Jefferson Fonseca, secretário adjunto da SMCTDES garante que as mudanças serão apenas em proporção, mas o conceito será mantido.

Quantidade de pontos de aluguel deve ser reduzida

O projeto inicial contaria com pouco mais de 1.300 suportes para 664 bicicletas distribuídas em 68 pontos de aluguel e 111 estações na região central e nos bairros que cercam a UFSC. Agora deve ser diferente, ainda não há um número definido de bicicletas e estações, mas a ideia é que os pontos sejam reduzidos a cerca de 30, assim como os equipamentos proporcionalmente. Os locais das estações também podem ser alterados de acordo com pesquisas de origem e destino para avaliar a demanda de cada região.

 O trabalho é coordenado pelo gerente de emprego e renda da SMCTDES, Maikon Costa, que também é ciclista e usa a bike diariamente para se deslocar de casa ao trabalho. Ele disse que o sentimento foi de frustração ao perceber o desinteresse das empresas, mas após avaliar a situação percebeu que apesar de ser um sonho, o modelo anterior não seria sustentável e interessante para as empresas. “Vimos que era mais do que a cidade necessita, se tiver 30 pontos, por exemplo, já teríamos uma bike para 1.445 habitantes e esta seria a maior proporção de qualquer sistema do país. Para uma cidade que ainda não tem a cultura é melhor começar com um projeto mais simples”, justificou.

Para também atender a necessidade das empresas que alegaram insegurança jurídica sobre a publicidade nas bicicletas, em função do projeto de lei municipal Cidade Limpa, a secretaria está sugerindo que se acrescente um artigo ao projeto afirmando que "serão permitidos anúncios e peças publicitárias em todo o sistema de bicicletas públicas, devidamente licitado, a serem regulamentados pelo IPUF.".

Apesar de mais um adiamento Fonseca firma que a prefeitura “não deixou de trabalhar uma semana sequer neste projeto” e não quer deixar que passe um ano sem que o projeto esteja apto para o funcionamento. O modelo continuará sendo por concessão, mas desta vez a licitação terá uma única etapa. Será feito a inscrição, qualificação e os que foram aprovados já terão as propostas abertas na mesma fase. “Se os prazos permitirem, queremos lançar este ano e ter um vencedor antes do próximo aniversário da cidade”, afirmou.

Saiba mais – entenda o caso:

O projeto Floribike foi concebido há mais de dez anos, idealizado pela arquiteta Vera Lúcia Gonçalves da Silva após visitar diversas cidades do Brasil e do exterior em busca de um modelo ideal para a Capital. A ideia foi discutida em audiência pública e anunciada pela antiga gestão da prefeitura em abril de 2011 com a proposta de estar funcionando em 2012.

O primeiro edital de qualificação foi lançado em março de 2012, três empresas foram qualificadas, venceria a empresa com menor tarifa e com mais qualificações técnicas de acordo com as exigências do edital. O prefeito Cesar Souza Junior quis dar continuidade ao processo e lançou a licitação em março, porém nenhuma empresa se interessou, nenhuma apresentou proposta.

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