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Lentidão nas obras do corredor exclusivo de ônibus Rapidão, em Florianópolis

Construção começou no dia 27 de março, mas são raros os dias que os funcionários trabalham no trecho de 300 metros da avenida Beira-Mar Norte, na Trindade

Michael Gonçalves
Florianópolis
18/05/2017 às 23H27

A obra do corredor exclusivo para ônibus do sistema BRT, o Rapidão, em Florianópolis, começou no dia 27 de março, mas raros são os funcionários no local e o serviço pouco evoluiu. Do trecho de 300 metros, que deveria ser executado em dois meses na avenida Beira-Mar Norte, na região da UFSC, a empresa ainda não retirou as camadas de asfalto das duas pistas bloqueadas. Para piorar, os funcionários do consórcio Alves Ribeiro/Conpesa trabalham em mais de uma obra pública ao mesmo tempo. A obra tem financiamento da Caixa Econômica Federal e o primeiro trecho está orçado em R$ 37 milhões.

Na manhã desta quinta-feira, apenas dois funcionárias trabalhavam na obra do corredor de ônibus na Beira-Mar Norte  - Flávio Tin/ND
Na manhã desta quinta-feira, apenas dois funcionárias trabalhavam na obra do corredor de ônibus na Beira-Mar Norte - Flávio Tin/ND


Morador do bairro Córrego Grande, o aposentado Paulo César Peter, 66 anos, lamenta o que ele chama de “encenação da prefeitura”. “Passo aqui todos os dias e quase nunca vejo os funcionários na obra. Se é para anunciar um projeto e deixá-lo parado com duas pistas bloqueadas, o melhor era não ter começado”, criticou.

O sistema Rapidão contornará o maciço do Morro da Cruz, saindo do Centro e passando por mais quatro bairros. O corredor integra o anel viário e prevê a construção do pavimento de concreto e de estações centrais.

O projeto também contempla acesso para pedestres e ciclistas, além de interseções no sistema viário atual. “A informação é de que as obras do elevado do Rio Tavares e do Rapidão são de responsabilidade das mesmas empresas e que os mesmos funcionários são deslocados de um local para o outro e, por isso, o trabalho não avança”, lamentou Peter.

Ao ND, um funcionário da empresa Alves Ribeiro confirmou a situação. “São empresas associadas e quando precisamos de reforço no elevado nós somos deslocados para o Rio Tavares”, disse.

O estudante Rodrigo Almeida, 21, sabe da importância do corredor exclusivo para ônibus. “Morei em Curitiba e o deslocamento de ônibus é muito rápido pelos corredores exclusivos. Na semana passada não vi os funcionários aqui e hoje [quinta-feira] são apenas dois trabalhando”, afirmou.

Projeto passa por adequações, segundo a prefeitura

A assessoria de imprensa da Prefeitura de Florianópolis justificou que o trecho passa por ajustes para maior durabilidade do pavimento da via, que será de concreto. “A comissão técnica avalia o solo para que seja realizado o projeto com a máxima perfeição possível, evitando problemas posteriores quando o BRT já estiver em trânsito”, informou.

A nota diz ainda que por conta de adequações durante uma obra, “não é possível prever em projeto e que os prazos podem variar por dias ou semanas, nada que afete o cronograma da obra como um todo”. Sobre a possibilidade de os mesmos operários estarem trabalhando em mais de uma obra, a prefeitura informou que “esta é uma questão de gestão de pessoal que diz respeito às empresas consorciadas, à prefeitura cabe fiscalizar a execução e a qualidade dos serviços prestados”.

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5 Comentários

  • Márcio
    Isso todos já sabiam, como sempre prevalece as mentiras, enrolação, enfim, o de sempre, a coisa rasteira e a política incompetente, triste Floripa que aos olhos de todos, se torna uma cidade com problemas de difícil solução, já era!!!!!
    Milton Jaques
    Incrível como todas as obras publicas em Florianópolis e eu diria até em toda Santa Catarina andam de forma morosa e incompetente. E as respostas das autoridades responsáveis ou irresponsáveis? são verdadeiras piadas! Até quando?