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Terça-Feira, 20 de Novembro de 2018
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Apenas moluscos de cinco dos 38 pontos de cultivo no litoral de SC estão liberados para consumo

Condições marítimas e climáticas desfavoráveis atrasam dissipação da maré vermelha

Edson Rosa
Florianópolis

Apenas cinco dos 38 pontos de cultivo monitorados no litoral de Santa Catarina estão liberados para o consumo sem restrições de ostras, mexilhões e vieiras. Quatro são em Palhoça, o outro em São José. Ainda na Grande Florianópolis, em mais 11 áreas foram liberadas apenas colheita e venda de ostras, enquanto os demais moluscos bivalves permanecem com a produção comercial interrompida, resultado da maré vermelha detectada na costa desde 24 de maio, com acúmulo de microalgas e da toxina diarreica DST, nociva à saúde humana.

Marco Santiago/ND
Na Costeira do Ribeirão da Ilha, apenas o consumo de ostras está liberado


Completamente interditadas, até esta segunda-feira ainda estavam duas áreas em São José, e todo o litoral Norte – total de 20 pontos monitorados da Fazenda da Armação, em Governador Celso Ramos, até a praia do Capri, em São Francisco do Sul. São baías de pouca circulação de correntes marinhas, condição que atrasa a dissipação das algas em mar aberto, segundo os técnicos do Laboratório Laqua, do IFSC (Instituto Federal de Santa Catarina), responsáveis pela coleta de amostras de moluscos e da água onde são cultivados.

Com base nestas análises e da dosagem de microalgas e toxinas encontradas, a Cidasc (Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina) emite notas técnicas. A liberação gradativa do consumo, em alguns locais apenas da ostra, ocorre de Sul para Norte e de acordo com a redução dos índices de concentração da toxina, informa o secretário adjunto de Estado da Agricultura e da Pesca, Airton Spies. “O importante é que estamos liberando de forma criteriosa, sem colocar em risco a saúde do consumidor e nem o futuro da maricultura como atividade econômica para o litoral de Santa Catarina”, diz.

Marisco é indicador universal da toxina

Indicador universal da presença da toxina diarreica DST, o marisco [ou mexilhão] é menos resistente à alta concentração das microalgas. Neste caso específico, os testes laboratoriais são feitos depois da ingestão da carne do molusco por camundongos, explica Airton Spies.

A desinterdição das áreas de cultivo foi possível após dois laudos laboratoriais consecutivos comprovando que não há mais a presença da toxina nos moluscos. A Cidasc continua monitorando as áreas de produção e, com base nos resultados das análises, poderá fazer a liberação gradual ou a manutenção da interdição de áreas afetadas.

A toxina diarréica é produzida por algumas espécies de microalgas que vivem na água, chamadas de Dynophysis, e quando acumuladas por organismos filtradores, como ostras e mexilhões, podem causar um quadro de intoxicação nos consumidores. A presença dela é conhecida em Santa Catarina e por isso os níveis são regularmente monitorados no litoral.

ONDE PODE E ONDE NÃO PODE CONSUMIR


PALHOÇA

Ponta do Papagaio: Apenas ostras

Passagem do Massiambu: Apenas ostras

Enseada do Brito: Ostras, vieiras, mariscos e berbigões

Praia do Cedro: Ostras, vieiras, mariscos e berbigões

Pontal: Ostras, vieiras, mariscos e berbigões

Barra do Aririú: Ostras, vieiras, mariscos e berbigões

FLORIANÓPOLIS

Caieira da Barra do Sul: Apenas ostras

Costeira do Ribeirão da Ilha: Apenas ostras

Freguesia: Apenas ostras

Barro Vermelho/Alto Ribeirão: Apenas ostras

Cacupé: Apenas ostras

Santo Antônio: Apenas ostras

Sambaqui: Apenas ostras

Praia do Forte: Apenas ostras

SÃO JOSÉ

Ponta de Baixo: Ostras, vieiras, mariscos e berbigões

Barreiros: INTERDITADA

Serraria: INTERDITADA

BIGUAÇU

São Miguel: Apenas ostras

Tijuquinhas: Apenas ostras

GOVERNADOR CELSO RAMOS

Fazenda da Armação: INTERDITADA

Ganchos de Fora: INTERDITADA
Calheiros: INTERDITADA

Canto dos Ganchos: INTERDITADA

BOMBINHAS

Canto Grande: INTERDITADA

Zimbros: INTERDITADA

PORTO BELO
Araçá: INTERDITADA

Ilha João da Cunha: INTERDITADA

Perequê: INTERDITADA

ITAPEMA
Canto da Praia: INTERDITADA

BALNEÁRIO CAMBORIÚ

Laranjeiras: INTERDITADA

Barra: INTERDITADA

PENHA

Armação do Itapocu: INTERDITADA

Praia Alegre: INTERDITADA

SÃO FRANCISCO DO SUL

Canal do Linguado:  INTERDITADA

Laranjeiras: INTERDITADA

Estaleiro: INTERDITADA

Paulas: INTERDITADA

Enseada: INTERDITADA

Capri: INTERDITADA

 

FONTE: CIdasc/Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca

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