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Domingo, 23 de Setembro de 2018
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“Não vou me arriscar mais", diz motorista que teve ônibus apedrejado pela segunda vez em Palhoça

Veículo da Kawar Turismo fazia transporte alternativo devido à greve da Paulotur

Alessandra Oliveira
Palhoça

Motorista e proprietário do ônibus que foi apedrejado pelo segundo dia seguido em Palhoça, Robson Luiz Fernandes, 35 anos, diz que não fará mais a rota. O veículo da Kawar Turismo fazia transporte alternativo devido à greve da Paulotur, com autorização do Deter. 

Eduardo Valente/ND
Fernandes tomou decisão de parar de circular para evitar por em risco sua segurança e a dos passageiros


“Não vou me arriscar mais. Lamento pelos passageiros que ficaram a pé. Mas não é seguro para eles, nem para mim, muito menos para o meu patrimônio”, observou, ao afirmar ainda que embora seja favorável a greve, condene os ataques que põem em risco à vida das pessoas.

Robson detalhou ainda que no primeiro ataque o ônibus, na segunda-feira, na altura do bairro Pontal, o coletivo estava com mais de 50 passageiros, e que eles, contribuíram com pelo menos metade do valor do reparo da janela atingida por uma bolinha de gude.

O objeto encontrado no interior do veículo foi guardado pelo proprietário que registrou boletins de ocorrência na delegacia de Palhoça. Nesta terça-feira, o veículo foi atingido no para-brisas, na BR-101, na altura da altura do bairro Praia de Fora. O incidente ocorreu antes das 5h. O prejuízo foi de R$ 1.200.

Nesta terça, antes de iniciar as viagens partindo da Pinheira, a empresa União desistiu de substituir a Paulotur porque não foi cumprida a garantia de escolta que seria feita pela Polícia Militar conforme acordo durante reunião no Deter, na tarde de segunda-feira. “

Não vamos correr mais riscos. Recebemos diversas ameaças durante a madrugada. Disseram que as garagens de Criciúma e Araranguá serão fechadas por outros sindicatos se tentarmos efetuar viagens em Palhoça”, detalhou o gerente da União, Márcio Vidal.

Questionada pela reportagem, pela manhã, a PM de Palhoça afirmou que viaturas não fizeram escoltas, mas estavam em pontos estratégicos. O que não evitou o ataque sofrido pela Kawar.

 

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