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Ladrões roubam oito motores de popa em ranchos da Costeira, em Florianópolis

Pescadores acordaram cedo para ir para o mar, mas encontraram os cadeados estourados e os equipamentos roubados. Eles acreditam que os ladrões fizeram um prévio levantamento

Colombo de Souza
Florianópolis
19/06/2018 às 23H44

Ladrões cortaram cadeados de sete ranchos de pesca localizados às margens da Resex (Reserva Extrativista) Pirajubaé, no bairro Costeira do Pirajubaé, em Florianópolis, e levaram na madrugada desta terça-feira (19) oito motores de popa. Somente do pescador profissional Alécio Thiago Rogério, 45 anos, roubaram dois motores: um de 8 hp e outro menor, de 4 hp. Alécio calcula prejuízo em torno de R$ 12 mil. Se os motores não forem recuperados, ele disse que será obrigado a fazer novo empréstimo no banco para comprar outros equipamentos.

Rancho de pescadores na Via Expressa Sul, na Capital - Flávio Tin/ND
Alécio Rogério, que teve dois motores roubados do seu rancho, calcula prejuízo de R$ 12 mil - Flávio Tin/ND


Alécio acredita que os crimonosos fizeram um prévio levantamento da área no aterro da Via Expressa Sul, pois só invadiu ranchos que tinham motores mais potentes. “Eles sequer cortaram o meu cadeado. Não sei como conseguiram abrir o rancho”, contou.

No rancho ao lado do de Alécio, do pescador Everaldo Martins, os ladrões usaram alicates grandes. “Até quem colocou dois cadeados para reforçar a segurança não escapou”, disse.

Everaldo foi o primeiro a chegar ao rancho, por volta das 4h30, e sentiu a falta do motor de 25 hp. “Ainda nem paguei o motor. Faz dois meses que comprei”, afirmou.

Pescadores profissionais com carteira A, autorizados pelo ICMbio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) para trabalhar no mar, pescam tainhotas, paratis, corvinas e outros peixes que habitam a Resex Pirajubaé. No inverno, os pescadores dos ranchos da Via Expressa Sul capturam entre 150 quilos a 200 quilos de pescados por dia. No verão há mais fartura, e cada pescador chega a faturar mais de R$ 3 mil por mês. Tudo é vendido logo depois da pesca para atravessadores que revendem o pescado em peixarias da Costeira e no Mercado Público da Capital.

Ajuda para o peixe do almoço

Para não ficar parado e levar pelo menos o peixe para o almoço, Everaldo Martins emprestou um motor pequeno de 4 hp de um pescador que não depende somente da pesca. Já o caso de Alécio Thiago Rogério é um pouco mais complicado. Ele terá que pegar carona na embarcação de um amigo ou aguardar o financiamento do banco.

Tanto Alécio quanto Everaldo têm certeza de que os arrombamentos seguidos de furtos foram praticados por mais de uma pessoa. “Os ladrões devem ter usado dois carros ou duas canoas. Fomos informados que um homem que pesca embaixo da ponte amanheceu agarrado num pilar da travessia porque a canoa havia afundado. Tomara que na embarcação não estivessem os nossos motores”, disse Everaldo.

Polícia ainda não tem pistas

A notícia do roubo foi compartilhada no grupo de WhatsApp de pescadores. Houve avanço nos comentários, com suspeita de que havia motor de popa furtado já à venda em Joinville. “Mas isto é apenas especulação, quem está investigando é a Polícia Civil”, afirmou Alécio Thiago Rogério.

Além do boletim de ocorrência registrado na 2ª DP do Saco dos Limões, as vítimas também têm que comparecer na Capitania dos Portos e informar a numeração da embarcação que teve o motor roubado. Por enquanto, a polícia não tem pistas dos ladrões de motores.

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