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Justiça inicia processo para apurar crimes praticados por facções em Florianópolis

Segundo o Ministério Público, trata-se, em sua maioria, de líderes que comandam o crime desde o sistema prisional catarinense e outros que controlam as bocas de fumos em várias comunidades da região

Colombo de Souza
Florianópolis
23/07/2018 às 21H17

Vinte e seis presos integrantes da facção criminosa PGC (Primeiro Grupo Catarinense) que aterrori­zaram Florianópolis com a chacina no bairro Costeira do Pirajubaé, em abril do ano passado, quando três traficantes foram mortos e outros três ficaram feridos num intenso tiroteio, e com disputas pelo domí­nio do tráfico de drogas com a rival paulista PCC (Primeiro Comando da Capital), na comunidade Novo Horizonte, no bairro Monte Cristo, estão sendo levados à Justiça para acompanhar os depoimentos de testemunhas de acusação e de de­fesa. No primeiro dia da au­diência, no auditório do Fórum da Capital, foram ouvidos policiais que atuaram na investigação. Não foi permitida a entrada da imprensa e nem dos familiares dos réus.

Na quarta (25)  e sexta-feira (27) serão ouvidas as testemunhas de defesa. A juíza da Vara do Crime Organizado, Cleni Serly Rauen Vieira, que conduz a audiência, disse por meio da as­sessoria do Tribunal de Justiça que definirá a data do interrogatório dos réus entre quarta e sexta-feira por que ainda há diligências pendentes.

De acordo com o Ministério Público de Santa Catarina, trata-se, em sua maioria, de líderes que comandam o crime desde o siste­ma prisional catarinense e outros que controlam as bocas de fumo em comunidades de Florianópolis - Chico Mendes, Monte Cristo, Vila Aparecida, Morro do Mocotó, Mor­ro do Horácio, Morro do 25 e Morro da Mariquinha, além de Enseada do Brito, em Palhoça, e no Contes­tado, em São José.

Os réus foram denunciados em crime organizado, associação para o tráfico, corrupção de meno­res, posse e porte de arma de fogo e financiamento para o tráfico de drogas. Em outro processo, seis deles também foram denunciados por homicídio referente à chacina na Costeira. A investigação para desarticular a quadrilha, que tinha ramificações no Rio de Janeiro, com o Comando Vermelho, e no Nordes­te, com a facção Família do Norte, foi realizada por policiais da Divisão de Repressão ao Crime Organizado durante três meses.

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