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Justiça determina transferência de índios abrigados no Terminal Rita Maria, na Capital

União, Funai e município de Florianópolis devem dividir custos de transporte, alimentação, água e energia dos indígenas

Redação ND
Florianópolis
23/01/2017 às 19H38

Os indígenas que habitam o Terminal Rodoviário Rita Maria terão um novo abrigo nos próximos dias. A Justiça Federal determinou, nesta quinta-feira (19), que o grupo seja transferido para a Casa José Boiteux, no Centro de Florianópolis, em até 48 horas. Além disso, a União, a Funai (Fundação Nacional do Índio) e o município devem dividir os custos relacionados ao transporte dos índios ao novo local, limpeza da casa, abastecimento de água e energia elétrica, alimentação, e fornecimento de itens como colchões, panelas e fogão.

Os indígenas ficavam embaixo de um dos elevados localizados na entrada da Ilha antes de irem para a rodoviária - RICTV Record/Reprodução/ND
Os indígenas ficavam embaixo de um dos elevados localizados na entrada da Ilha antes de irem para a rodoviária - RICTV Record/Reprodução/ND


Antes de serem transferidos para o terminal rodoviário, os índios ficavam na região da entrada da Ilha, embaixo de pontes e elevados. Durante audiência de ação civil pública, o juiz federal Marcelo Krás Borges rejeitou a proposta da mudança dos indígenas para o Tisac (Terminal Integrado do Saco dos Limões), alegando que o local é distante do Centro, onde eles vendem o artesanato, e que a presença de usuários de drogas poderia comprometer a segurança dos índios.

O juiz também decidiu suspender as multas aplicadas e determinou o desbloqueio das contas do prefeito da Capital, do presidente da Funai e da Secretaria Nacional de Assistência Social.

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