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Justiça de São José retoma júri popular de acusado de matar a agente prisional Deise

Processo foi desmembrado e outros acusados foram condenados a 75 anos de prisão no ano passado

Colombo de Souza
Florianópolis
19/05/2017 às 10H23
Deise foi morta em 26 de outubro de 2012 - Arquivo
Deise foi morta em 26 de outubro de 2012 - Arquivo


A Justiça de São José retoma a segunda parte do julgamento dos responsáveis pelo assassinato da agente prisional Deise Alves, que ocorreu em outubro de 2012. Nesta sexta-feira (19) será julgado Rudinei do Prado, o Derru. Os demais acusados, Evandro Sérgio da Silva, Adílio Ferreira, Gian Carlos Kazmirski e Marciano Carvalho, foram condenados em novembro do ano passado a 75 anos de reclusão. O processo foi desmembrado.

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O motivo do crime seria o regime linha dura que Carlos Alves, marido de Deise, havia implantado na Penitenciária de São Pedro de Alcântara, onde estavam os quatro acusados. A missão de matar Carlos coube a Marciano, a mando dos presos. Naquela noite fatídica, quem dirigia o carro da família era Deise, que foi atingida pelos tiros ao chegar em casa, em Barreiros, São José.

O julgamento de Derru começou no início da manhã em São José - Flávio Tin/ND
O julgamento de Derru começou no início da manhã em São José - Flávio Tin/ND

O caso Deise

  • Dia 26 de outubro de 2012, por volta das 20h. O carro da família, um Renault Megáne preto, dobrou a rua João Fernando Pereira, no Roçado, em São José.
  • O filme nos vidros não permitia a identificação do motorista. A ordem aos bandidos, interceptada pela Polícia Civil, era “exterminar Carlos Alves”, marido de Deise e proprietário do automóvel. Naquela noite, Deise dirigia o carro.
  • Quando estacionou na garagem, foi disparado o primeiro tiro de pistola 9mm. A bala perfurou o pára-brisa traseiro, percorreu o veículo, passou por cima do ombro esquerdo da vítima e ficou alojada na parede da edificação.
  • O segundo tiro foi disparado por Deise. Apressadamente, ela desceu do carro e atingiu a perna esquerda do atirador, que, em contrapartida, acertou seu coração.
  • Conforme o Ministério Público, havia um segundo suspeito na cena do crime, que deu fuga para o atirador, mas ele nunca foi identificado.
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