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Júri popular condena jovem por assassinato de adolescente em Tubarão

Jurados consideraram que a vítima foi morta de maneira cruel, por motivo fútil, sem chance de defesa

Renam Meinen
Tubarão
27/07/2018 às 10H27

Júri popular realizado em Tubarão nesta quinta-feira (26) condenou Leonardo Rocha, 23, a 20 anos e oito meses de cadeia por assassinar Mariana Matei , 15. O crime aconteceu em janeiro de 2015. Júri considerou que a vítima foi morta de maneira cruel, por motivo fútil e sem dar chances de defesa

Assassino confesso, Leonardo da Rocha era um jovem à espera da condenação no banco dos réus, para desespero da mãe, Gislaine Waterkemper. “Sempre foi muito difícil. Filho único, guri bom. Nunca teve nada com a polícia. Parece um pesadelo, parece que não é verdade. Eu olho para ele e não acredito, mas a gente põe o pé no chão. Realmente aconteceu o fato e a gente tem que encarar, porque não tem como voltar no tempo. Se tivesse, a gente faria tudo diferente. Eu não dava o carro, ele não saía. Mas, infelizmente, já aconteceu”, lamentou a mãe.

Mariana Matei foi assassinada em janeiro de 2015 - Reprodução/RICTV
Mariana Matei foi assassinada em janeiro de 2015 - Reprodução/RICTV



Do outro lado do corredor central que separa as fileiras de assentos no tribunal do júri do Fórum de Tubarão, mais uma família destruída por um crime: os pais de Mariana Matei aguardavam, ansiosos, pela sentença, ainda amargando uma angústia sem fim. “Vai ter uma punição para ele, mas nem se pegar 30, 40, 50 anos, vai ser suficiente. Vai ser pouco, pelo que ele fez. A defesa quer que ele cumpra uma punição bem pequena. Mas eu acho que ali, a punição máxima, ainda seria pouco”, declarou o pai da vítima, Paulo Matei.

Na madrugada do crime, no dia 30 de janeiro de 2015, uma sexta-feira, a garota de 15 anos de idade saiu com Leonardo para conversar. Era um encontro secreto, sem que os pais dela e a namorada dele soubessem disso. No depoimento à Polícia Civil, logo depois de ser preso, seis dias depois do assassinato, o suspeito contou que os dois começaram a discutir porque Mariana queria que ele terminasse o namoro que tinha à época para ficar com ela. A discussão evoluiu para tapas e pontapés e acabou quando Leonardo, com uma pedra nas mãos, golpeou a cabeça da vítima pelo menos cinco vezes. O corpo da garota foi abandonado no mesmo local, uma área de matagal afastada do centro da cidade de Tubarão.

Réu confesso

Em um caso em que o próprio réu reconhecia o crime, coube ao advogado de defesa tentar minimizar a pena; evitar a condenação, era impossível. “Quando há uma situação igual a essa em que realmente ele confessa, pede perdão, escreve uma carta para a família tentando se desculpar pelo que fez, a defesa trabalha justamente para que a pena não fique muito alta, não fique muito fora do padrão. Vamos tentar baixar um pouco essa pena para que ele volte rapidamente à sociedade. Eu acho que isso é o primordial nessa situação”, explicou o advogado, João Batista Blasius.

O julgamento nessa quinta-feira começou às 8h e só terminou por volta das 22h30. A sentença condenou Leonardo a 20 anos e oito meses de cadeia por assassinar Mariana de modo cruel, por motivo fútil e sem dar chances de defesa. O caso teve fim, mas para a família da garota nunca vai passar a saudade, sempre persistente. “Cada vez que eu me deparo com um calçado ou com alguma roupa em uma loja que eu vou, até digo para a vendedora: ‘a Mariana ia gostar dessa’ Não tem um dia, não tem uma hora em que eu não me lembre dela”, confidenciou Cida Matei, mãe da vítima.

 

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