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Júri absolve réu de homicídio no Mercado Público, em Florianópolis, em março de 2017

Charles Teixeira era acusado de participação na morte de Vilmar de Souza Jr., baleado enquanto estacionava a caminhonete no Centro da Capital

Redação ND
Florianópolis
21/06/2018 às 23H01

Um dos três acusados de matar Vilmar de Souza Júnior, em frente ao Mercado Público da Capital, em março do ano passado, foi absolvido do homicídio na noite desta quinta-feira (21). Charles Teixeira, 28, o Charlinho, sem­pre negou o crime e quando foi interrogado pelo promotor de Justiça Afonso Ghizzo Neto negou mais uma vez: “Não fui eu, doutor. Não posso assumir uma coisa que não fiz. Meus pais jamais me perdoariam”. No entanto, ele foi condenado por receptação e adulteração de sinal identificador de veículo automotor. 

Charles Teixeira, o Charlinho, foi levado a julgamento ontem no Tribunal do Júri da Capital - Marco Santiago/ND
Charles Teixeira, o Charlinho, foi levado a julgamento ontem no Tribunal do Júri da Capital - Marco Santiago/ND


Juninho foi assassinado quando estacionava a caminhonete na lateral do mercado. Um Vectra com dois homens o aguardava. Um deles desceu de arma em punho e fez vários disparos na vítima, que morreu no local. Se­gundo o Ministério Público, no veículo estavam Charlinho e Le­onardo Ferreira, 28, o Nadinha.

O crime teria sido encomen­dado por Danilo de Souza, irmão de Neném da Costeira. Os três acusados foram pronunciados, mas Charlinho não recorreu. Esse fato fez com que o proces­so fosse desmembrado. A Justi­ça ainda não agendou o julga­mento de Danilo e de Leonardo. Cinco meses após o crime, Cha­linho foi preso no Rio Grande do Sul. Na Penitenciária da Capital um grupo de presos teria dito quem seria o responsável pelo crime. Diante do juiz Marcelo Volpato de Souza, comentou que não podia revelar o que ouviu na prisão em represália a ameaças do crime organizado que pode­ria matar a família dele.

No meio do julgamento, o advogado Alessandro Marcelo de Sousa arguiu a suspeição do promotor Afonso Ghizzo Neto pelo fato de seu cliente ser reti­rado do presídio e levado para o Fórum da Capital, onde foi ofere­cido vantagem em acordo de de­lação premiada. O advogado le­vantou a questão porque ele não estava presente. A intermediação teria sido proposta por uma de­fensora pública, não constituída pelo réu, na frente de promotores. O juiz suspendeu a sessão por uma hora e mandou cha­mar a defensora pública. Depois de ouvi-la, recomeçou o julgamento.

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