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Juízes e procuradores federais paralisam atividades por 40 minutos como forma de protesto

Ato foi realizado em frente à Justiça Federal, em Florianópolis, na tarde desta quinta-feira

Felipe Alves
Florianópolis
15/03/2018 às 16H30

Por 40 minutos, juízes federais e do trabalho, procuradores da república e do trabalho, paralisaram as atividades como forma de protesto na tarde desta quinta-feira (15), em Florianópolis. Cerca de 40 pessoas se reuniram em frente à Justiça Federal para participar do ato. O protesto contou com representantes das principais associações em busca da independência e valorização da magistratura e do Ministério Público. Outro assunto em pauta é a questão do auxílio-moradia da esfera federal, que é tema de várias ações que estão no STF (Supremo Tribunal Federal) e devem ser julgadas na próxima semana.

Ato foi realizado em frente à Justiça Federal, em Florianópolis, - Flávio Tin/ND
Ato foi realizado em frente à Justiça Federal, em Florianópolis, - Flávio Tin/ND


De acordo com Anderson Lodetti de Oliveira, da Associação Nacional dos Procuradores da República, o objetivo do movimento é chamar a atenção da sociedade para este momento delicado pelo qual passam as instituições do judiciário e do Ministério Público perante a realidade do combate à corrupção de determinados grupos políticos e econômicos que jamais tinham sentado no banco dos réus. “Essa atuação está incomodando e esse incômodo começou a resultar em represálias contra o MP e a magistratura, visando aquietá-los e acovardá-los”, afirma.

As questões salariais e de benefícios também fazem parte da discussão do movimento. Eles querem que a inflação salarial seja reposta em seus subsídios. De acordo com eles, a inflação só foi reposta em cinco anos e a defasagem é de 40%. “Repentinamente o auxílio-moradia foi pinçado, uma verba prevista em lei há mais de 40 anos de repente virou um caso de escândalo. Dentro desse contexto, mostra que a intenção não é se discutir o auxílio-moradia, a intenção é colocar os membros do MP e da magistratura numa situação delicada, emparedados, porque é assim que se faz política nesta nação”, diz Anderson.

Participaram do ato também representantes da Ajufesc (Associação dos Juízes Federais de Santa Catarina), da Anamatra da 12ª Região (Associação dos Magistrados do Trabalho) e da ANPT (Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho).

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