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Juíza determina internação de adolescente que matou turista gaúcha em Florianópolis

Garoto de 17 anos foi responsável pelo disparo que tirou a vida da mulher de 38 anos no Papaquara, no Norte da Ilha

Redação ND
Florianópolis
22/02/2017 às 20H56

Menos de dois meses após fazer o disparo que tirou a vida da turista gaúcha Daniela Scotto de Oliveira Soares, o adolescente de 17 anos acusado do crime recebeu a sentença da Justiça. Nesta sexta-feira (22), a juíza Brigitte Remor de Souza May decidiu que o menor de idade deverá continuar internado em um Case (Centro de Atendimento Socioeducativo), onde serão aplicadas medidas socioeducativas.

Marca do tiro no carro onde estava a turista gaúcha - Michael Gonçalves/ND
Marca do tiro no carro onde estava a turista gaúcha - Michael Gonçalves/ND


A decisão também nega ao adolescente o direito de recorrer em liberdade. Segundo a sentença, publicada no Diário da Justiça, a juíza acredita que há risco de que o jovem volte a cometer outros atos criminosos. “Como se viu, o adolescente dá indicativos de que está inserido no meio ilícito, praticando reiterados atos infracionais”, definiu.

>> Adolescente que confessou ter matado turista no Papaquara diz que arma "disparou sozinha"

O garoto já passou por duas unidades do Case desde que se apresentou à polícia, no dia 9 de janeiro. Ele estava contido de forma provisória e, após a decisão, deve ser transferido para outra unidade. O jovem será avaliado a cada seis meses e poderá, eventualmente, ter direito à semiliberdade ou à liberdade assistida. As medidas socioeducativas estabelecidas poderão ser aplicadas até que ele faça 21 anos.

O advogado de defesa, Charles Jacob Pegoraro Kerber, diz que deve recorrer.

Entenda o caso

Daniela, de 38 anos, veio a Santa Catarina para passar a virada de ano na casa de parentes e foi baleada no dia 1º de janeiro, após o carro da família seguir um percurso errado, sugerido por um aplicativo de trânsito. O veículo, uma SUV preta, ficou diante de um grupo de homens armados na Servidão Braulina Machado, no Papaquara, Norte da Ilha.

O tiro que matou a professora de ioga atravessou a janela da porta traseira do passageiro e acertou a cabeça dela, que estava sentada ao lado do motorista. A turista foi socorrida, mas chegou sem vida à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) de Canasvieiras. Na época, policiais militares chegaram a fazer uma barreira na entrada da comunidade.

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