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Juiz nos EUA suspende deportação de famílias migrantes reunidas

Medida é temporária; pais têm pouco tempo para decidir se voltam a seus países com ou sem filhos

Folha de São Paulo
Florianópolis
17/07/2018 às 22H12

NOVA YORK, EUA (FOLHAPRESS) - O juiz federal Dana Sabraw, da Califórnia, ordenou a suspensão temporária das deportações de famílias imigrantes reunidas nos Estados Unidos. O magistrado, que emitiu a decisão na noite desta segunda-feira (16), atendeu a um pedido da organização American Civil Liberties Union, que advoga pelos direitos civis no país.

Secretaria garantiu ainda que conhece a localização de todas as crianças separadas das famílias que estão sob sua custódia - SPENCER PLATT / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / AFP
Deportação de famílias migrantes reunidas foi suspensa por juiz americano - Spencer Platt/Getty Images North America/AFP


A entidade solicitou que as deportações fossem adiadas em uma semana após a reunificação entre familiares, em meio a rumores de que o governo americano pretendia fazer deportações em massa imediatamente e iminentemente após a reunião ocorrer. Segundo a ACLU, os pais precisavam de uma semana após a reunificação para decidir se davam continuidade ou não ao pedido de asilo nos EUA. Muitos pais tiveram que escolher entre a deportação com os filhos ou deixar a criança nos Estados Unidos com a esperança de que o asilo fosse concedido.

A organização defende que os familiares tenham tempo de discutir com os filhos as implicações da decisão e também de ouvir orientações sobre o que acontece se as crianças ficarem nos EUA, enquanto os pais voltam para seus países de origem.

Sabraw decidiu suspender temporariamente as deportações até que o pedido da ACLU fosse respondido pelo Departamento de Justiça, com prazo dado até o dia 24, quando ocorre nova audiência sobre o processo envolvendo a organização. O juiz deu uma semana aos advogados do governo e afirmou que tomaria uma decisão formal sobre o assunto depois disso. 

Na sexta-feira (13), Sabraw ordenou que o governo notificasse a ACLU 12 horas antes de cada reunião. A organização pediu que o juiz estendesse a ordem para incluir notificação sobre quais famílias estariam programadas para deportação.

Na semana passada, o governo disse ter reunido 57 crianças com menos de 5 anos aos seus pais, pouco mais da metade do total de 103.

No final de junho, Sabraw havia estabelecido prazo até 10 de julho para que o governo americano reunisse pais a menores de cinco anos separados na fronteira com o México como resultado da política de tolerância zero adotada a partir de abril.

A maioria dos pais foi liberada com tornozeleiras eletrônicas para monitoramento antes das audiências em corte.

As demais famílias deveriam ser reunificadas até 26 de julho. Segundo o governo, 2.480 das crianças mais velhas já tiveram a confirmação de parentesco, e 918 delas devem ser reunidas a seus pais até o dia 26.

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