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Quarta-Feira, 14 de Novembro de 2018
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Social Good Brasil Lab começa nesta quinta-feira na Pedra Branca e vai até domingo

Evento em Palhoça promove o uso da tecnologia para resolver problemas sociais

Alessandra Oliveira
Florianópolis

Usar a tecnologia para auxiliar na solução de problemas sociais. Com esse objetivo mais de 386 projetos foram inscritos no Social Good Brasil Lab. Cinquenta deles foram selecionados. O encontro para apresentação das ideias começa nesta quinta-feira (9) e vai até domingo (12) na Pedra Branca, em Palhoça. Em agosto e outubro, os labbers voltam a se reunir em encontros de imersão. Em novembro será realizada a apresentação final das quatro iniciativas que receberão apoio financeiro para seu desenvolvimento.

Daniel Queiroz/ND
Rodrigo Javornik foi selecionado pela ideia de um aplicativo para localização de pessoas


A utilização de ferramentas digitais e novas mídias como o Social Good Brasil estão totalmente voltadas para auxiliar na resolução de problemas sociais nas áreas da saúde, educação, comunidades sustentáveis e redução de desigualdades. A aplicação de tecnologias atende aos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) da ONU (Organização das Nações Unidas).

Com o título #SeJoga, o primeiro encontro proporcionará aos 50 inscritos, de 13 Estados, a oportunidade de discutir minuciosamente o problema para o qual buscam uma solução. Uma oficina de Design Thinking, com foco no trabalho coletivo e na empatia, será ofertada para auxiliar os labbers, como são chamados os participantes, no desenvolvimento das soluções.  

Os grupos serão levados para visitas às comunidades da região para que os participantes vejam a realidade dos moradores dos locais para os quais propõem ideias inovadoras por meio da tecnologia.

Após a etapa do evento, na Pedra Branca os participantes continuarão se encontrando presencial e virtualmente. “Ao longo desse tempo, os labbers terão acesso a conteúdos para inspirá-los a inovar e estruturar seus projetos, como Design Thinking, Startup Enxuta e o Modelo de Negócio Canvas”, afirmou a coordenadora do SGB Lab, Bárbara Basso, sobre o processo de aperfeiçoamento de ideias.

Parte do trabalho será orientado por empresários que compartilharão experiências para a execução dos projetos dos labbers.

Por meio dos projetos como o Festival, o Lab e o Agente Social Good, mais de 33.000 pessoas são reunidas pela internet e outras 7.000 presencialmente.

“Nosso objetivo é impulsionar uma nova geração de pessoas conscientes do seu papel no mundo e protagonistas de mudanças sociais e ambientais. Para tanto, apresentamos referências nacionais e internacionais para inspirar nosso público e conectar pessoas com objetivos em comum”, ressaltou a diretora-executiva do Social Good Brasil, Carolina de Andrade.

Ela lembra ainda que oferecer um ambiente de apoio e inovação para empreendedores tirarem suas ideias do papel é fundamental para que as ideias de fato provoquem mudanças sociais por meio do uso das tecnologias disponíveis.

Aplicativo para localizar pessoas desaparecidas

O desenvolvedor de software Rodrigo Javornik, 24 anos, está animado com a participação no Social Goiod Brasil. Ele foi selecionado pela ideia de um aplicativo para localização de pessoas. O jovem se inspirou em um sistema americano chamado Alerta Amber, nome de uma menina desaparecida que motivou a criação do programa nos Estados Unidos.

“Minha ideia é um aplicativo que permite aos pais delimitar a área de circulação dos filhos. O dispositivo avisaria quando as barreiras foram desobedecidas”, conta.  O aplicativo não serviria para cercear a liberdade de crianças e adolescentes, mas para que os pais saibam se os filhos estão bem.

“No projeto consta um botão de alerta que, se disparado informa onde a pessoa está e que algo de errado aconteceu” detalhou. O App ainda permitiria ao usuário o compartilhamento de sua localização e trajeto, fator que contribuiria para o alerta de desaparecimento emitido aos demais usuários do aplicativo da região onde a pessoa estava quando foi vista pela última vez.

 

Parte do projeto implica ainda no desenvolvimento de uma pulseira que alertaria os pais quando os filhos se distanciassem mais de dez metros em área interna e mais de 60 metros em local externo. “Tem muita coisa para amadurecer ainda. Por isso acredito muito nessa oportunidade”, afirmou o morador de São José.

O evento encerra oficialmente no dia 5 de novembro, no CIA Acate Primavera, em Florianópolis, com a apresentação dos quatro projetos de empreendedorismo social selecionados após os meses de preparação. 

Selecionados em Santa Catarina:

 Florianópolis:

-Adriana Rossa- "Closetnanet"
-Carolina Becker - "Programa de Interação Social com Imigrantes"

-Caroline Luiz - "Controle sustentável de doenças agrícolas"
-Daniel Cardoso- "Plataforma para desenvolver cidades melhores"

-Fernanda Goss -"Conexão Liberdade"

-Gianluca Tillmann Moser-" Parecer sobre Projetos de Lei"

-Giano Freitas - "LegislAÇÃO"

-Giovanni Santoro- "SOS - Fácil"

-Júlia Machado - "As Anitas"

-Marcela Bittencourt- "Locação informal"

-Mariana Sieber - "Crescimento de ações sustentáveis por mães empreendedoras"

-Matheus de Oliveira- "Trabalho em rede para ONGs"
-Paulo Lamim - "Novo status"

-Sansara Buriti-"Transborda: plataforma digital sobre cultura de imigração"

-Thiago Geremias -"Educação de forma divertida, viciante e gratuita"

-Vívian Furquim Scaggiante-"Portal de informações para gestação e pós-parto"  

 

Balneário Camboriú: 

-Daiana Censi- "Sumá"

Joinville:

-Robson Mafra- "LIBRAS no Brasil"

-Sandro Wiggers - "Plataforma Listen de audição"

-Miguel Leiria- "Combate ao desperdício de alimentos"
Gaspar:
-Ana Letícia Knuth- " Ajudar eleitores a encontrar o candidato certo"

São José:
-Rodrigo Dias Javornik - "Monitoramento coletivo de pessoas"

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