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Jorginho Mello aposta em gestão mais arrojada para reduzir o tamanho da máquina pública

Pré-candidato ao governo, Jorginho exerceu o cargo de deputado estadual entre 1995 e 2011

Redação ND
FLORIANOPOLIS
01/07/2018 às 20H47

O deputado federal Jorginho Mello (PR), 61 anos, pré-candidato ao governo do Estado, abre a série de entrevistas que começa a ser publicada nesta segunda-feira (2). Jorginho exerceu o cargo de deputado estadual entre 1995 e 2011. Está na Câmara dos Deputados desde 2011. É coordenador o Fórum Parlamentar Catarinense desde março. Nascido em Ibicaré, Jorginho tem a principal base eleitoral na região Oeste, especialmente nas cidades de Joaçaba e Herval d’Oeste.

Na série, os candidatos responderão sobre a motivação de pleitear o cargo; como promover as ações necessárias de governo em um cenário de baixa arrecadação; que medidas pretendem tomar nas áreas prioritárias para a sociedade, como Saúde e Segurança Pública; qual a posição sobre o futuro das Agências de Desenvolvimento Regional, antigas SDRs; e como estão as políticas de aliança para composição de coligações. 

Entrevista com Jorginho Melo  - Divulgação/ND
Pré-candidato ao governo - Divulgação/ND

MOTIVAÇÃO DA CANDIDATURA

Todos sabemos da importância que Santa Catarina tem no cenário nacional, porém muitas vezes não é reconhecido como tal. Um dos motivos é poder fazer um novo tipo de administração, de forma mais ar­rojada, simplificada, eficaz, reduzindo o tamanho do governo, a máquina pública e fazendo com que sobre mais dinheiro para as obras estruturantes importan­tes do Estado. Ser governador de Santa Catarina é um privilégio para qualquer político. Precisamos lutar pelo pacto fe­derativo, retorna muito pouco para o Es­tado daquilo que enviamos para Brasília. Muitas vezes me entristece no Congresso Nacional, quando Norte e Nordeste se juntam por qualquer causa, enquanto nós do Sul pagamos por isso. Sei a dificul­dade que estamos passando para manter no orçamento as rubricas para não paralisar nenhuma BR. Se nos conformarmos que está bom assim, que a velocidade das obras não pode ser tamanha, se a nossa Via Expressa não pode ter cinco pistas, pois congestiona na ponte, é um proble­ma. Santa Catarina é um Estado conta­giante pela credibilidade que as pessoas têm. Lá em Brasília, quando você discute alguma coisa e fala que é de Santa Cata­rina, todos eles dizem: “Jorginho, lá você não precisa de nada, o Estado de vocês é maravilhoso”. Nós merecemos mais do que o governo tem nos atendido.

 

QUEDA NA ARRECADAÇÃO

O Brasil passa pela pior crise de todos os tempos, não só financeira econômica, mas uma crise moral. Tenho dito em pa­lestras e debates, da nossa responsabili­dade em superar essa dificuldade até o nível nacional. O debate na eleição será corrupção, mal feito. As pessoas estão eno­jadas de tudo que se vê todos os dias em jornais, televisão, rádio, é uma desmorali­zação. Precisamos superar isso para que depois o Brasil e os Estados possam cres­cer. É preciso dividir melhor o dinheiro, ter prioridades. Fazer com que o Estado cres­ça que produza linha de créditos. Como fazer para reduzir o número de desem­pregados? Se a economia melhorar. Para a economia melhorar é preciso ter inves­timento, segurança jurídica, acreditar no projeto e Santa Catarina é um Estado que o Brasil acredita. É por isso que precisamos ser criativos, reduzir o tamanho do gover­no para que ele seja mais eficaz, rápido, ágil, menos travado para que atenda as demandas sociais que são crescentes.

 NEGOCIAÇÃO POLÍTICA

Tenho brincado que estamos roucos de tanto conversar. Estamos em diálogo com o deputado Mauro Mariani, presi­dente do MDB, com a deputada Carmen Zanotto, presidente do PPS, e claro, com todos os outros partidos. Santa Catarina entendeu que ninguém ganha eleição so­zinho, então não adianta ser prepotente e achar que o seu partido é o melhor do mundo. O respeito, a credibilidade pe­rante aos outros partidos é um detalhe que não pode ser afastado nunca. Com o MDB temos intensificado, a proposta é que eu seja senador da chapa deles, já é algo formalizado. Temos que tratar com respeito, mas com coragem para enfren­tar os desafios, cada partido terá a sua plataforma, seu candidato, seu desejo e depois a sociedade irá julgar.

 

 FUTURO DAS ADRS

Elas perderam o sentido, e quando o fale­cido Luiz Henrique da Silveira as criou, foi com objetivo de descentralizar a máquina pública, o poder público, investimentos. Me lembro que os secretários regionais tinham alçada para pintar uma escola, contratar uma obra, hoje já não tem mais nada. Ficou aquilo que o ex-governador criticava tanto antes de ser eleito que era um cabide de empregos. O governo precisa emagrecer, precisamos cada vez mais nos preocupar com educação, saú­de, segurança, obras de infraestrutura para que consigamos manter o Estado funcionando. Estamos passando por uma dificuldade tão grande na área da saúde que é a coisa mais importante. O nosso Cepon está deixando de fazer exames de investigação para o câncer por falta de material, isso não é concebível.

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