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Intervenção artística em escola do Campeche reforça a luta pela preservação das baleias

Ativista australiano, que pintou um cetáceo na parede do colégio, participa da 67ª reunião anual da IWC (Comissão Internacional Baleeira), em Florianópolis

Redação ND
Florianópolis
05/09/2018 às 19H36

Por meio de uma intervenção artística, o ativista australiano Howie Cook pintou nesta quarta-feira (5) uma baleia em uma das paredes da Escola Estadual Januária Teixeira da Rocha, no Campeche, Sul da Ilha, para lembrar a luta do mundo todo contra o assédio, a captura e a morte de cetáceos e outros mamíferos marinhos e a conservação costeira e marinha. Cook integra a Surfers for Cetaceans (Surfistas para os Cetáceos), uma ONG com sede na Austrália, e está em Florianópolis para participar da 67ª reunião anual da IWC (Comissão Internacional Baleeira), único fórum reconhecido pela ONU (Organização das Nações Unidas) para definir estratégias de conservação para as grandes baleias, que vai até o dia 14, no Costão do Santinho.

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Howie Cook pintou uma baleia em uma das paredes da Escola Estadual Januária Teixeira da Rocha, no Campeche - Marco Santiago/ND



Essa é a primeira vez que o Brasil sedia a reunião da IWC, que foi criada em 1946. Nesta edição, o encontro propõe a negociação da criação do Santuário do Atlântico-Sul e as próximas diretrizes com o fim da moratória à pesca das baleias vigente desde a década de 1980. O GBA (Grupo de Buenos Aires), formado por 14 países conservacionistas, defende uma política não-letal em relação às baleias, pela manutenção da proibição da caça comercial em todo o mundo e por uma maior cooperação regional para a conservação dos cetáceos. O Brasil sediou a última reunião do grupo, também em Florianópolis, em abril de 2008.

Atualmente, Noruega, Islândia e Japão são os países que mais realizam a pesca sustentável. A atividade é regulamentada em cada país e seus dirigentes se pronunciaram de acordo com critérios de sustentabilidade da IWC, como a preservação de determinadas espécies e o cumprimento da cota permitida. O encontro tem a missão de debater pautas de grande expressividade entre a opinião pública, a indústria pesqueira e entidades governamentais internacionais.

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