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Intercâmbio possibilita o aprimoramento de atletas paraolímpicos em Florianópolis

Professor e pesquisador britânico Gary Brickley, da Universidade de Brighton, veio transmitir conhecimento aos alunos e professores do Laef (Laboratório do Esforço Físico) da UFSC

Michael Gonçalves
Florianópolis
12/10/2017 às 19H57

Um convênio firmado entre a Fapesc (Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina) e o fundo britânico Newton possibilitou o intercâmbio do professor e pesquisador Gary Brickley, da Universidade de Brighton, na Inglaterra, com alunos e professores do Laef (Laboratório do Esforço Físico) da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina).

O projeto estuda as medidas fisiológicas em atletas cadeirantes de elite e estabelece parâmetros para treinamentos. O coordenador do projeto e professor do Laef, Ricardo Dantas de Lucas, explicou que a troca de experiências contribui para o aperfeiçoamento dos atletas e futuros treinadores.

Danielle (na esteira), bicampeã brasileira de paratriatlo, e os professores Gabriela Fischer, Gary Brickley e Ricardo Dantas (à dir.) - Marco Santiago/ND
Danielle (na esteira), bicampeã brasileira de paratriatlo, e os professores Gabriela Fischer, Gary Brickley e Ricardo Dantas (à dir.) - Marco Santiago/ND



Há cinco anos, a triatleta Danielle Nobile (Acqua Flora, Beblue, São Francisco Saúde e Biaggio Calçados), 32 anos, sofreu um acidente automobilístico e ficou tetraplégica. Após um período de adaptação, a paulista de Ribeirão Preto que mora em Porto Alegre entrou para a disputa das competições paraolímpicas. “Como não tenho conhecimento sobre os meus limites, a minha rotina de treinamento me leva à exaustão. Treino até passar mal, descanso e volto a treinar. Aqui eu poderei me conhecer melhor e ter uma ideia de até aonde posso chegar à modalidade”, disse a bicampeã brasileira de paratriatlo.

O Laef tem uma esteira especial, das três que existem no Brasil, para a análise de desempenho de paratletas. Dantas destaca a formação de recursos humanos dos alunos de educação física. “O principal legado é a troca de experiências e de dicas com o pesquisador inglês. Ele passa informações desde a postura do atleta até o nível de esforço máximo. Na próxima semana, os treinadores também terão uma palestra com o Gary”, afirmou o coordenador do Laef. O pesquisador britânico visita a UFSC até o dia 19 de outubro e faz palestras abertas à comunidade.

Pesquisador britânico destaca a diferença de investimento

A Grã-Bretanha começou a investir pesado no esporte paraolímpico nos últimos 20 anos. No quadro geral da Paraolimpíada do Rio 2016, o país ficou na segunda posição. Subiu no ranking, porque terminou Londres 2012 em terceiro lugar.

O pesquisador Gary Brickley explicou que a principal diferença da Grã-Bretanha com o Brasil é o valor investido pelos governos. “Temos mais investimentos na estrutura para os atletas. O nosso laboratório simula situações de altitude, frio, calor, entre outras situações. O governo também investe em equipamentos produzidos em fibra de carbono, que foram testados em túnel de vento. Os investimentos aqui não acompanham as novidades tecnológicas do mercado”, afirmou.

Brickley revelou que os medalhistas paraolímpicos ganham uma espécie de bolsa anual como incentivo à prática do esporte. Além de pesquisar, ele também é treinador.

Entre as principais atletas treinados por Brickley estão a britânica Sarah Storey, que trocou a natação pelo ciclismo. Ela tem 29 títulos mundiais, sendo seis na natação e 23 no ciclismo.

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