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Terça-Feira, 25 de Setembro de 2018
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Intercâmbio é alternativa para quem quer aproveitar férias de um jeito diferente

Os programas são variados e envolvem estudos, trabalho, passeios e até voluntariado

Letícia Mathias
Florianópolis

Com a proximidade do período de férias, os planos para os dias de folga começam a aparecer. Uma opção é deixar a cidade e aproveitar o tempo para uma atividade cultural diferente: o intercâmbio. Os programas que proporcionam o aprendizado de novas culturas são os mais diversos e podem servir para quem pretende ficar duas semanas ou até meses longe de casa. Quem está com essa vontade na cabeça ainda tem tempo para se programar. Programas estão abertos até o fim do mês para viagens com saída em dezembro.

Os adultos podem optar por cursos de idiomas, work experience - que é a junção de estudo e trabalho remunerado -, especializações em diversas profissões e até voluntariado. Para adolescentes, existem os grupos monitorados que incluem curso de idiomas e visitas guiadas. Para algumas atividades não é exigido domínio da língua do país. Os custos para a aventura começam em US$ 1.000, porém, o valor final dependerá da moeda e das atividades planejadas. Exceto nos casos dos países que precisam de visto imediato, basta um passaporte. Se a viagem for na região do Mercosul a identidade é suficiente.

Outra opção é realizar o intercâmbio em família, afinal, a idade não é um problema para quem quer viajar. Existem programas para jovens, assim como planos específicos para grupos de adultos com mais de 30 anos e até idosos.

 

Daniel Queiroz/ND
Márcio lembra com carinho dos meses de intercâmbio

 

 

Viagem começa na internet

A facilidade para viajar está entre os fatores que motivaram  o crescimento do intercâmbio. As passagens estão mais acessíveis e os pagamentos parcelados. A internet, uma das ferramentas fomentadoras para a experiência, também colaborou para ampliar o mercado.

Camila Ramos, 33, coordenadora de cursos para adultos da Intercultural, viajou para os EUA em 2001 para trabalhar e estudar. “Naquela época era mais difícil, não tinha como mostrar do que eu estava vivendo fotos para os meus pais. Com a internet, começamos a viajar antes de colocar o pé no avião”, disse.

O intercâmbio pode durar de duas semanas a dois anos. A coordenadora de programas para adolescentes da Intercultural Marion Gottschalk, observou que hoje as atividades são intensas e é possível aprender muito mais rápido. “O idioma está presente em todas as situações do dia-a-dia”, enfatizou.

 

Aventura aos 50 anos

O empresário Márcio Koerich, 53, deixou o Brasil em abril deste ano. O apoio para fazer o curso de inglês temporário em Brisbane, na Austrália, veio da mulher e dos quatro filhos. Em outras viagens ao exterior, ele sempre sentiu dificuldades com o idioma. “Não tive oportunidade de estudar outra língua quando era mais jovem”, destacou.

Depois do aval da família, começaram os preparativos para a viagem. A programação para 12 semanas o deixava inseguro. Márcio não acreditava que conseguiria ficar mais de 15 dias longe de casa. Mas ele se acostumou tanto que venceu o período de estudos. Ao contrário do que faria se estivesse com a mulher e os filhos, Márcio deixou o hotel de lado e se hospedou em um hostel com banheiro coletivo e dezenas de estudantes.

Assim que terminou o curso, o empresário sentiu-se confortável para dar mais um passo. Da Austrália, viajou para a Tailândia.  A experiência foi tão boa que ele pretende repetir a experiência em 2015. Depois de viver o intercâmbio, Márcio garantiu que se acostumaria em qualquer outro lugar do mundo. “Temos talento suficiente para se virar onde quisermos. Hoje é bem mais fácil do que na minha época. O choque cultural só me trouxe crescimento”, resumiu.

 

Daniel Queiroz/ND
Giovana e Rafael ficarão um mês na Califórnia

 

 

 

Primeira vez longe dos pais

Os irmãos Giovana Raupp Barbosa, 15, e Rafael Raupp, 17, têm outros carimbos no passaporte. Mas nestas férias de verão a viagem será diferente. Os dias de descanso serão usados para estudo. Eles vão deixar o calor de Florianópolis, entre janeiro e fevereiro, para passar frio em Santa Bárbara, na Califórnia (EUA). Eles ficarão na casa de uma família que ainda não conhecem. Terão que respeitar regras diferentes e estarão sem os pais.

A futura experiência gera expectativas, afinal nunca ficaram sozinhos, sem o auxílio da família será um desafio. Para Giovana será um teste para um intercâmbio de seis meses que quer fazer no futuro. “Terei uma chance de ver se eu gosto, se vou me adaptar a ficar seis meses fora de casa”, ponderou. O irmão, quer aprimorar o inglês. “É diferente falar com um americano e com alguém no Brasil que fala inglês. Lá a pronúncia é perfeita e acho que posso aprender mais com isso”, observou Rafael.

Para os pais, o tempo longe será de aprendizado. “Lá será tudo diferente, distante da rotina que eles estão habituados e nós não estaremos por perto para resolver as situações e dificuldades que surgirem. Eles vão sair da zona de conforto e terão que aprender a se virar sozinhos, na marra”, enfatizou a mãe, Karla Raupp Barbosa.

Confira as dicas para organizar para uma viagem de intercâmbio:

- Primeiro defina o que fazer, que tipo de experiência deseja ter no exterior (trabalho, estudo, voluntariado, etc.)

- Defina o país ou região com qual você mais se identifica, leve em conta o clima, custo de vida e cultura

- Providencie o passaporte ou identidade e, se necessário, a documentação para liberação do visto

- Pense sobre como vai sobreviver lá, se irá usar dinheiro ou cartão internacional

- Prepare roupas e acessórios adequados de acordo com o clima do país de destino

- Providencie seguro de saúde para emergências

- Procure uma empresa credenciada para auxiliar no encaminhamento da viagem

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