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Empresa de Joesley, indiciado no Brasil, avança no exterior

Executivos da JBS nos EUA exaltam disciplina e humildade na gestão e afirmam que escândalo no Brasil não os impactou

Folha de São Paulo
Raleigh (EUA)
28/08/2018 às 21H14

RALEIGH, EUA (FOLHAPRESS) - Enquanto Joesley Batista amarga a decisão da Polícia Federal de indiciá-lo, na última quinta (23), em um inquérito que aponta pagamento de propina para a liberação de financiamento do BNDES usado na internacionalização da JBS, as operações estrangeiras do grupo alcançam desempenho recorde. O negócio de carne bovina, em especial, atravessa um de seus melhores momentos nos Estados Unidos.

Operação Carne Fraca - EBC/Divulgação/ND
Nos EUA, o negócio de carne bovina atravessa um de seus melhores momentos - EBC/Divulgação/ND


O resultado do segundo trimestre mostra a operação americana de bovinos com recorde de ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de US$ 570 milhões (R$ 2,3 bilhões), alta de mais de 75% em relação a igual período de 2017.

André Nogueira, presidente da JBS USA, afirmou que a grande sacada da empresa no passado foi entender para onde a demanda e a produção globais caminham. A JBS USA abrange operações fora do Brasil, como América Norte, Europa e Oceania.

Hoje, o negócio é divido em JBS Brasil, que representa 20% do faturamento total, e JBS USA, com 80%.

"Vai continuar crescendo a população, há uma grande mudança de crescimento de classe média que vai gerar uma demanda adicional por comida de 70% daqui até 2050", diz Nogueira.

A empresa trabalha com a expectativa de que o comércio global de proteína tem muito a se expandir nos próximos anos porque a demanda está avançando com força em países que não possuem a mesma capacidade de elevar a produção - caso da Ásia, que é vista com destaque.

Nos últimos dez anos, a JBS concentrou investimentos fora do Brasil, tornando-se uma das multinacionais brasileiras mais internacionalizadas.

Na delação premiada realizada no ano passado, Joesley Batista disse ter pago subornos ao ex-ministro da Fazenda Guido Mantega para conseguir operações no BNDES.

Nos EUA, o assunto é tratado com distanciamento. Quando questionado sobre como reagiu o time administrativo da JBS USA quando vieram à tona os escândalos de corrupção, um alto executivo americano da JBS USA afirma que os impactos ficaram restritos à operação brasileira.

Na semana de apresentação de fábricas da empresa nos EUA, da qual a Folha participou, os executivos exaltaram valores da companhia, como disciplina e humildade.

*A jornalista viajou a convite da JBS.

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