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Terça-Feira, 11 de Dezembro de 2018
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Trabalhadores dos galpões das escolas de samba acordaram com a fumaça do incêndio

O fogo aconteceu na manhã desta quinta-feira

Colombo de Souza
Florianópolis

Um incêndio atingiu, na manhã de quinta-feira (20), três galpões na Área Industrial de São José. Os locais afetados com mais gravidade estão os barracões das escolas de samba Embaixada Copa Lord e União da Ilha da Magia, além de um galpão onde eram armazenadas carrocerias de caminhões.

Daniel Queiroz/ND
Mais de 200 mil litros de água foram usados para combater as chamas

Após o controle das chamas, a equipe de engenharia da Defesa Civil do município interditou nove galpões que estão com as estruturas comprometidas. Os proprietários foram orientados para aguardar o laudo técnico, que deve ser entregue nos próximos dias.

Apesar do prejuízo para a organização do Carnaval, o presidente da Liesf (Liga das Escolas de Samba de Florianópolis), Joel da Costa Júnior, confirmou que as agremiações receberão apoio para que possam participar do desfile. O fogo começou por volta das 5h40. O Corpo de Bombeiros foi chamado pelo vigia da Incovisa, uma fábrica de vidros vizinha aos galpões. Mais de 200 mil litros de água foram utilizados para controlar o fogo.  Um caminhão autobomba da concessionária da BR-101, Autopista Litoral Sul, também foi acionado para auxiliar na operação.

O tenente-coronel César Assunção Nunes, da 2ª Companhia do Corpo de Bombeiros de São José, disse que foi chamado antes das 6h. “Chegamos ao local em sete minutos”.  O oficial não sabe ainda a origem da ocorrência, mas conta que percebeu  mais de cinco focos de incêndio na parte de trás dos barracões onde estão sendo construídos os carros alegóricos.

Depois que o fogo foi controlado, operadores de retroescavadeira trabalharam durante toda a manhã para retirar carcaças de veículos, pedaços de motores, chassi, caixas de câmbio, latarias e outros componentes semidestruídos.

 

Escola calcula R$ 200 mil em prejuízo

O presidente da União da Ilha da Magia, Valmir Braz de Souza, o Nena, calcula um prejuízo aproximado em R$ 200 mil. “Além do terceiro carro, também foram destruídas esculturas, bonecos e adereços que contavam a história do samba-enredo”. Nena disse que as ferramentas de trabalho também foram perdidas.

No barracão da Copa Lord, o desânimo marcava os trabalhadores. “São mais de dois meses de trabalho perdido. Ainda não podemos avaliar o prejuízo, mas perdemos dois contêineres de adereços, plumas, tecidos que seriam usados para revestir os carros alegóricos, esculturas e outros equipamentos”, disse o vice-presidente da escola, Mauri Horácio Demaria, 63. O presidente da escola está no Rio de Janeiro comprando material para o Carnaval.

Mauri não quis dar detalhes do que vai levar para a avenida, mas admitiu que precisará reconstruir a escultura de Carlitos, um dos personagens do samba-enredo Os Filmes que Marcaram as Nossas Vidas.  Ele disse ainda, que as esculturas, o chassi do carro e outros equipamentos danificados serão refeitos.  Os barracões vizinhos, da Consulado e da Unidos da Coloninha, não foram atingidos pelo fogo.

 

Trabalhadores acordaram com a fumaça

O carioca Adrenilson Souza, 38, que está montando o terceiro carro alegórico da União da Ilha da Magia acordou por volta da 5h, quando percebeu que faltava energia elétrica no alojamento. “Quando abri a porta me deparei com uma cortina de fumaça e focos de incêndio que vinham de outro barracão. Chamei os meus companheiros Naldo Seixas Andrade e Ivo Freitas. Nossa sorte é que a porta da frente não estava trancada. Ficamos uns cinco minutos sufocados pela fumaça tóxica, até conseguirmos tirar o trinco da porta de aço”, relembra.

Por causa do incêndio, equipes de montagem dos carros alegóricos das escolas de samba Embaixada Copa Lord e União da Ilha da Magia precisarão correr contra o tempo para dar conta de refazer os trabalhos até o desfile. O presidente da Liesf (Liga das Escolas de Samba de Florianópolis), Joel da Costa Júnior,  esteve ontem de manhã nos galpões para avaliar os prejuízos.

Ele lembrou que pelo convênio firmado entre empresas privadas, município e Estado, a Liesf repassará para cada uma das seis escolas do grupo especial R$ 1,5 milhão.  Como o incêndio destruiu adereços, plumas, tecidos para revestimentos de carros alegóricos, chassi e outros equipamentos das duas escolas, Joel comentou que será necessário uma adequação. “O Carnaval é uma competição e todas as escolas têm que estar igualitárias nesta disputa.”

 

 

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