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Segunda-Feira, 24 de Setembro de 2018
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Imigrantes apresentam a gastronomia típica de seus países em feira na Lagoa da Conceição

Primeira Feira Gastronômica dos Imigrantes foi realizada no domingo, na praça Bento Silvério

Felipe Alves
Florianópolis

Caldo de mancara da Guiné Bissau, quesadillas do México, arepas da Colômbia, piadinas com porchetas da Itália e acarajés do Brasil. A gastronomia de diferentes países deu o tom da Primeira Feira Gastronômica dos Imigrantes, realizada neste domingo (17), na praça Bento Silvério, na Lagoa da Conceição, em Florianópolis. Imigrantes que moram na Capital catarinense se reuniram para divulgar sua cultura e pratos típicos em um dia dedicado à integração de povos da África, Europa, Oriente Médio e América Latina.  

 

Bruno Ropelato/ND
Imigrantes levaram pratos tradicionais de seus países para a feira

 

Bessey Ludmila, 27, veio da Guiné Bissau há seis anos para estudar nutrição. Todo dia 24 de setembro ela se reúne com outros guineenses em Florianópolis em uma festa aberta à comunidade. “Mas nunca tem muita gente de fora. As pessoas ficam meio receosas porque é diferente. Mas hoje acabou a comida bem rápido, foi um sucesso”, disse a estudante que vendeu todos os caldos de mancara em apenas duas horas. A receita, de tradição familiar, consiste em um caldo de amendoim, acompanhado de frango e arroz. O prato atraiu o brasileiro Adriano Beiras, 35, que provou o caldo de mancara pela primeira vez. “Já viajei bastante e gosto de provar as comidas de lugares diferentes. Achei o evento uma boa iniciativa para isso”, comentou.

Além de salgados e doces, a feira contou também com uma variedade de limoncellos, licores tradicionais da Itália. Há oito anos no Brasil, o italiano Anthony Caronia, 47, produz em casa, no Rio Tavares, limoncellos tradicionais de limão, além dos de laranja e bergamota. “É genial ter gente de todos os países aqui interagindo e mostrando sua cultura”, elogiou.

 

Bruno Ropelato/ND
Anthony Caronia levou os licores italianos

 

Iniciativa 

Criado pela Associação Cultural Cachola de Bernunça, o evento contou com a ajuda de voluntários que organizaram os pratos e da feira. Uma das responsáveis, Carol Becker Peçanha, explica que a ideia era reunir diferentes culturas em torno da gastronomia, além de gerar renda para os imigrantes. “Acreditamos que as pessoas são do mundo, sem fronteiras. É um programa de interação cultural”, explica Carol, que pretende fazer mais edições da feira nos próximos meses.

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