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Terça-Feira, 25 de Setembro de 2018
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Imagens da marca turística de Florianópolis provocam críticas e debates

Parte do projeto da prefeitura que visa criar uma identidade visual para a cidade, as três logomarcas apresentadas geraram elogios e críticas dos moradores

Rafael Thomé
Florianópolis
Divulgação/ND
Minha Florianópolis


Criar uma identidade visual que represente uma marca não é tarefa fácil, ainda mais se a marca em questão for uma cidade. Pois foi este o desafio que a Prefeitura de Florianópolis propôs ao Logo (Laboratório de Orientação da Gênese Organizacional) da UFSC e à Secretaria de Turismo. Como gosto é uma questão subjetiva e particular, assim que foram divulgadas, na última quarta-feira, as três marcas criadas para a população escolher a que melhor a representa provocaram elogios, críticas e debates.

Enquanto mais de 2.000 pessoas já deram seu voto no site do concurso (www.marcaflorianopolis.com), outros demonstraram o descontentamento nas redes sociais, onde, inclusive, foi criada uma página de paródia do projeto. Para a secretária de Turismo Zena Becker, as críticas fazem parte do processo de construção da marca e estão sendo analisadas. “Gosto muito desse movimento. O fato de criticar significa que a pessoa está atenta e quer dar sua opinião. Somos obrigados a fazer uma análise e pode ser que tenhamos que adequar alguma coisa ou criar outras opções”, disse.

Divulgação/ND
Movimenta Florianópolis


Os profissionais que trabalharam no desenvolvimento das marcas também têm acompanhado a repercussão. Mesmo confiantes de que todas as opções estão aptas a representar Florianópolis, os publicitários acreditam que sugestões podem ser incorporadas no projeto. “Estamos vendo como a comunidade está encarando isso, para depois mostrar, de forma prática, o que é possível resolver”, afirmou Daniele Warken, bolsista da especialização da UFSC e uma das desenvolvedoras do projeto.

Para a publicitária e professora da Unisul Valéria Braga, receber críticas pode ser doloroso, mas a palavra do ‘cliente’ tem que ser levada em conta. “Tudo o que a gente faz é passível de crítica e devemos levar em consideração, desde que seja construtiva. Num processo de criação normal, apresentamos o produto ao cliente e ele faz ponderações. É interessante mostrar antes, para ver se a mensagem que queremos transmitir realmente está colocada ali”, disse.

Processo de criação

Desenvolver uma logomarca requer pesquisa, estudo, dedicação e desenvolvimento de alguns conceitos estabelecidos na publicidade. “A primeira coisa a se pensar é: qual é a essência daquele produto que tenho que representar visualmente? Dentro disso, temos algumas regrinhas, como a rápida identificação do logo, tipologia de fácil leitura, visibilidade em diversos tamanhos, equilíbrio entre os elementos e atemporalidade, para que a marca não fique desatualizada rapidamente”, explicou Valéria Braga.

Divulgação/ND
Tecendo Florianópolis


Para chegar aos três modelos apresentados, a equipe do projeto realizou uma série de entrevistas com moradores e formadores de opinião. Foram estabelecidas cinco características da cidade: multicultural, querida, vibrante, mágica e alegre. “Em junho de 2014 iniciamos as pesquisas e, de lá para cá, fizemos diversos eventos para tirar o conceito básico e chegar ao DNA das marcas”, disse Daniele Warken.

Com o conceito definido, o projeto apresentou as três marcas desenvolvidas: Minha Florianópolis, Tecendo Florianópolis e Movimenta Florianópolis. Para a secretária de Turismo, Zena Becker, já era tempo da cidade ter seu próprio logotipo. “Toda cidade turística no mundo tem uma marca. Florianópolis é uma das capitais mais visitadas no Brasil e não podia ficar sem a sua”, afirmou.

 

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