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Ilha de Porto Belo caça bitucas dos turistas desde dezembro do ano passado

No local foram instaladas 16 bituqueiras, colocadas faixas adesivas em cadeiras e mesas de praia, e os turistas são recebidos com cartazes com o lema "Bitucas não são sementes"

Folha de São Paulo
São Paulo
17/02/2018 às 11H23

MARA GAMA

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Depois de banir a venda de garrafas de vidro (2002), cigarros (2007), balões de borracha e canudos (2016), a Ilha de Porto Belo, em Santa Catarina, resolveu atacar as bitucas.

Em dezembro passado, foram instaladas 16 bituqueiras, colocadas faixas adesivas em cadeiras e mesas de praia, e os turistas são recebidos com cartazes com o lema Bitucas não são sementes.

Considerando os primeiros resultados, a campanha está conquistando adeptos. Na primeira coleta, foram recolhidas 2.717 bitucas, sendo que 30,62% estavam fora das bituqueiras. Na segunda coleta, foram 2,058, sendo que 25,46% estavam dispersas na praia. Os administradores estão guardando o material para usar em aulas sobre sustentabilidade e depois dar uma destinação adequada.

A Ilha de Porto Belo, que fica no litoral centro-norte de Santa Catarina, 65 km ao norte de Florianópolis, no município de Porto Belo, é hoje um local de ecoturismo. Em dezembro de 2017, recebeu 18.396 visitantes. Em janeiro deste ano, foram 33.190 e, até a última quinta (15), 15.259 pessoas haviam passado por lá em fevereiro.

Seu nome oficial é Ilha João Cunha, e ela esteve numa rota de pesca de baleias até o início dos anos 1990. É considerada reduto de tartarugas-verde, que nascem nas ilhas oceânicas e migram para a região Sul do Brasil para viver até os dois anos de idade, alimentando-se de algas.

Desde os anos 1950, a ex-João Cunha e atual Porto Belo não tem moradores. O projeto turístico começou no fim dos anos 1990.

Tem três zonas de alimentação, com bares e restaurante, uma área para esportes e caminhadas. Não tem hospedagem e recebe turistas para visitas de um dia.

O primeiro barco chega as 9h e o último sai as 18h. A travessia parte do trapiche municipal, no centro do município de Porto Belo, e é feita por barcos de associações locais.

Alexandre Stodieck é neto do casal que adquiriu o termo de concessão da ilha, em 1953. Desde que a terceira geração passou a cuidar do local, a família decidiu criar um polo que não fosse apenas de entretenimento.

Além de opções de lazer, a Ilha funciona como laboratório do curso de Turismo e Hotelaria da Universidade Vale do Itajaí Univali, desde 1996. Estagiários da escola atuam na recepção de turistas, orientações e também nas campanhas e coletas.

Stodieck conta que as restrições aos poluentes sempre estiveram na pauta, mas a visita do oceanógrafo Charles Moore, em 2015, deu um caráter de urgência à redução de resíduos plásticos na ilha.

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