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Hospital de SC é condenado a indenizar paciente após prestar mau serviço durante aborto

A mulher foi dispensada três vezes depois de reclamar de dores e sangramento; após a morte do feto, foi deixada sozinha com contrações induzidas

Redação ND
Florianópolis
10/04/2017 às 19H31

Um hospital de Tubarão foi condenado a pagar R$ 50 mil a uma mulher por causa do mau serviço prestado a ela durante o processo de aborto. A paciente, segundo o processo, sentia dores e sangramento e se dirigiu ao hospital três vezes. No local, foi dispensada e medicada apenas com analgésicos. O estabelecimento, que pagará a indenização por danos morais, alegou que a mulher possuía miomas intrauterinos e que, além de saber que a gravidez era de risco, não havia seguido as recomendações médicas que poderiam evitar a perda.

De acordo com o hospital, o médico plantonista não possuía o histórico da paciente. Após a morte do feto, a mãe foi medicada e deixada sozinha em um quarto, sem acompanhamento, com dores abdominais e contrações induzidas para realizar a expulsão. A enfermeira, segundo o processo, só apareceu uma hora após o feto ser expelido. Na ocasião, ainda o embalsamou na frente da paciente.

A decisão da sentença da comarca de Tubarão, confirmada pela 4ª Câmara Civil do Tribunal de Justiça, foi unânime. O desembargador Gilberto Gomes de Oliveira, relator da matéria, concluiu que o dano moral não se configurou apenas pela morte prematura do feto, mas pelos procedimentos realizados antes e após o aborto - ou pela falta deles.

Para o relator, o hospital foi responsabilizado pelo atendimento prestado desde a apresentação dos sintomas graves, pois tinha conhecimento do estado de saúde da autora e das possíveis consequências da intervenção.

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