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Homens mortos no Morro da Caixa, em Florianópolis, foram executados sem chance de reação

Triplo homicídio eleva estatísticas de criminalidade na cidade que já soma 27 assassinatos este ano

Fábio Bispo
Florianópolis
26/02/2018 às 17H27

O número de assassinatos em Florianópolis neste ano de 2018 não para de crescer. Na madrugada deste domingo (18), mais três pessoas engordaram a estatística que só neste ano já fez 27 vítimas de mortes violentas, que foram executados com mais de 40 disparos de armamento calibre .40 e 9 mm. Os corpos foram resgatados em um barranco entre a rua Alvaro Tolentino e a Via Expressa, no Morro da Caixa, região continental de Florianópolis. 

Segundo informações da Polícia Militar, o crime ocorreu por volta das 4h da madrugada, momento em que a Central de Operações Policiais recebeu diversas chamadas relatando intenso tiroteio na região. Como os corpos foram atirados em um barranco, a remoção contou com apoio do Corpo de Bombeiros. O IGP (Instituto Geral de Perícias) e a Delegacia de Homicídios também estiveram no local.

Como cápsulas de munições .40 e 9 mm foram encontradas junto com os corpos, os policiais presumiram que os três homens foram vítimas de execução e que teriam sido feitos reféns e levados até o local para serem mortos, sem confrontos.

Os jovens moravam nas imediações da avenida Ivo Silveira. Inicialmente, por conta dos registros de tiroteio, a polícia presumiu que as mortes seriam resultados de uma briga de facções, no entanto, após perceber que os homens foram executados, aparentemente sem chances de reação, a informação de confronto entre facções foi descartada.

O delegado Ênio Mattos, titular da Homicídios, disse que o caso ainda está sendo investigado e até o momento ninguém foi preso pelo triplo homicídio.

Um assassinato a cada dois dias

Em 2017, Florianópolis encerrou o ano com 180 mortes violentas registradas, segundo dados da SSP (Secretaria de Segurança Pública). O número foi o mais alto na história recente da cidade e teria como principal motivação uma disputa entre facções rivais por pontos de vendas de drogas.

Neste ano, o número de assassinatos mantém uma pequena queda em relação ao mesmo período de 2017. Enquanto no ano passado os primeiros 50 dias do ano registraram 32 mortes, este ano esse número chega a 27 assassinatos, o que dá uma média de mais de uma morte a cada dois dias.

Prestes a assumir a secretaria de Segurança Pública do Estado, o advogado Alceu de Oliveira Pinto Junior promete uma mudança de postura nas polícias catarinenses, além de privilegiar o trabalho de investigação e inteligência como forma de combater a criminalidade com mais informação e menos confrontos: "serão necessárias ações de curto, médio e longo prazo. Esse tipo de violência não é uma característica de Santa Catarina ou de Florianópolis. É possível revertermos esses números”, afirmou.

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