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Homenagem marca dois anos da morte do surfista Ricardinho

Guarda do Embaú, em Palhoça, comemorou a indicação como Reserva Mundial do Surfe

Marcos Horostecki
Palhoça
20/01/2017 às 20H54
Legado de Ricardinho foi comemorado com abraço no rio da Madre - Divulgação/Plnio Bordin/ND
Legado de Ricardinho foi lembrado com abraço no rio da Madre - Divulgação/Plnio Bordin/ND


Entre os surfistas ela é unanimidade. “As esquerdas são perfeitas, únicas”, garantem os que frequentam costumeiramente a Guarda do Embaú, em Palhoça, na Grande Florianópolis. Para os turistas, o rio da Madre adorna a praia com uma beleza única, perfeitamente integrada ao verde da mata e à atividade da pesca. Para os moradores da vila, ela nunca será como antes. Falta alguém. Ricardo dos Santos, o surfista Ricardinho, morto há dois anos depois de uma discussão na porta de casa. O lugar de onde partiu para conquistar o mundo com sua prancha de surfe.

Ricardinho amava a Guarda do Embaú. E todos os que conviveram com ele o tratam como um verdadeiro embaixador do lugar. Queria o reconhecimento da praia como Reserva Mundial do Surfe. Fez a inscrição junto ao grupo americano Save The Waves Coalition, responsável pela certificação, mas a indicação só veio em 2016, um ano depois da sua morte. A conquista foi comemorada nesta sexta-feira (20) pela comunidade, com um abraço no rio da Madre e uma programação especial dedicada à memória do surfista.

“Esse dia é triste para a comunidade. É o dia em que ele foi morto. Não queremos esquecer o que aconteceu. Apenas voltar a sentir um pouco da alegria que sentíamos ao lado dele”, diz Cristina Filomeno, uma das organizadoras do evento. A certificação como Reserva Mundial do Surfe pode garantir à Guarda do Embaú a chance de resolver boa parte de seus problemas de infraestrutura e permitir um futuro melhor para a comunidade, especialmente para os jovens.

Certificação vai exigir melhorias

Guarda do Embaú é a primeira praia do Brasil indicada como Reserva Mundial do Surf - Divulgação/Rahael Milian/ND
Guarda do Embaú é a primeira praia do Brasil indicada como Reserva Mundial do Surf -  Divulgação/Rahael Milian/ND


Depois da indicação, a certificação definitiva da Guarda do Embaú como Reserva Mundial do Surfe depende de uma vistoria da entidade americana, que vai fazer um diagnóstico das condições da praia. Cristina diz que precisam ser resolvidas questões como a destinação correta do lixo e a coleta e tratamento do esgoto. A comunidade está pronta para honrar o legado de Ricardinho e lutar pelas melhorias. Ontem foi hasteada a bandeira comemorativa da indicação.

Em alguns anos, a meta é descerrar a placa com o certificado definitivo, que coloca a praia em um seleto roteiro internacional. “Vai atrair mais pessoas. É um caminho aberto para trazer coisas boas para a comunidade, como ele queria”, diz a prima do surfista, Bruna Pereira, 25 anos, que foi criada com Ricardinho.
Segundo ela, o dia de ontem trouxe alento para a família. “Ricardinho faz muita falta para a família, para os amigos e para o mundo do surfe. Quando ele partiu, foi como se levassem um pedaço de cada um de nós”, comentou.

Bruna também acredita que o legado do primo trará benefícios para comunidade, que chega a receber entre dez mil e quinze mil pessoas num final de semana de verão. Ela sonha em trazer de volta os bons tempos da Guarda do Embaú, quando a praia foi capaz de produzir verdadeiros campões, o próprio Ricardinho.

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