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Sexta-Feira, 16 de Novembro de 2018
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Homem morto pela polícia em Major Gercino tinha longa ficha criminal

Jonathan Rafael Fischer já havia sido preso por arrobamento a caixas eletrônicos e era suspeito de integrar o PGC

Fábio Bispo
Florianópolis

Débora Klempous/ND
Major Gercino
Assalto aconteceu na madrugada de sexta-feira

Um dos bandidos que agiram em Major Gercino, Jonathan Rafael Fischer, foi preso duas vezes no ano passado por participação em arrombamentos de caixas eletrônicos. Depois de ser pego pela segunda vez, Fischer ficou preso até janeiro deste ano, quando conquistou liberdade mais uma vez. Existem suspeitas de que ele tenha agido em Luis Alves, antes de ter voltado a se encontrar com a polícia, na madrugada de sexta-feira (29), quando foi morto junto com dois comparsas em confronto com a polícia.

O resultado de seis meses de investigações sobre as quadrilhas de caixeiros que agiam quase que semanalmente em Santa Catarina no ano de 2011 e início de 2012 resultou na prisão de Jonathan no dia 4 de abril, na cidade de Chapecó. Ele e outros dois homens foram detidos com um arsenal bélico. Entre os armamentos encontrados com o bando, a polícia destacou a apreensão de um Fuzil Avtomat Kalashnikova 47, a AK-47, de fabricação russa, além de outras armas longas de uso restrito. Na oportunidade, Jonathan foi para a penitenciária agrícola de Chapecó, no regime semiaberto, e levou apenas alguns dias para conseguir fugir da unidade.

A segunda prisão do bandido se deu menos de um mês depois da primeira. No dia 28 de abril uma nova operação policial nas cidades de Brusque, Balneário Camboriú, Itajaí e Barra Velha, resultou na prisão de três bandidos envolvidos com os roubos a caixas eletrônicos. Uma pessoa ficou ferida nesta operação. Desta vez, a polícia encontrou novas armas longas e de uso restrito: três fuzis, uma espingarda calibre 12, explosivos e vários veículos clonados.

Segundo o delegado Akira Sato, os bandidos formavam uma grande quadrilha e se revezam nas ações. “Nós estávamos acompanhando o Jonathan desde que ele saiu da prisão no início deste ano”, contou o delegado. Investigações anteriores apontaram que o homem morto na madrugada de ontem tinha ligação com o PCC (Primeiro Comando da Capital) e que as duas prisões teriam desfalcado parte do grupo, que, segundo Akira, voltou a agir para capitalizar o bando.

Desde o ano passado, quando caixeiros começaram a morrer em combates com a polícia catarinense o número de ocorrências diminuiu no Estado. Neste ano, os arrombamentos não somam mais que 10 registros. Acredita-se que, com o cerco fechado, eles têm migrado para outros estados. Minas Gerais já registrou 88 arrombamentos e explosões só este ano.

Akira preferiu não divulgar, mas disse que existem pistas de como os criminosos conseguem ter acesso ao arsenal de guerra, como os fuzis de assalto e dinamites.

Outro criminoso morto foi identificado apenas pelo apelido de Ceará, e também era conhecido dos policiais. Os dois mortos não identificados estão no IML de Brusque, onde as famílias são aguardadas.

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