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Homem está há 13 dias acampado no Centro de Florianópolis para tentar conhecer a filha

Muriel afirma que está fazendo greve de fome e só toma água e chimarrão

Felipe Alves
Florianópolis
09/08/2017 às 19H51

O técnico em segurança Muriel Nunes da Silva, 29, está acampado há 13 dias em frente ao consulado argentino, no Centro de Florianópolis. Na tentativa de conseguir o direito de conhecer a filha de três anos, Muriel faz greve de fome e diz que só sairá de lá quando conseguir fazer valer uma decisão judicial argentina de 2015.

Em 2013, Muriel conheceu uma argentina quando morava em Balneário Camboriú. Eles começaram um relacionamento e foram morar juntos. Após alguns meses, tiveram desentendimentos por conta de ciúmes e a relação acabou.

Técnico em segurança Muriel Nunes da Silva está acampado há 13 dias em frente ao consulado argentino - Flávio Tin/ ND
Técnico em segurança Muriel Nunes da Silva está acampado há 13 dias em frente ao consulado argentino - Flávio Tin/ ND


Muriel descobriu que a ex-namorada estava grávida e, desde então, ela esconde dele a filha. Na Justiça, ele compravou a paternidade por meio de exame de DNA, mas ainda não conseguiu ter acesso à menina, que está com a mãe, na Argentina.

Muriel afirma que já moveu 12 processos com ajuda da defensoria pública argentina para tentar localizar e conhecer a filha. Em frente ao consulado argentino em Florianópolis, ele apresenta uma decisão judicial de 2015 da Argentina, que pediria que o consulado daqui localizasse mãe e filha. “O que eu quero é ver minha filha, poder preparar uma comida para ela no primeiro encontro e almoçar em família”, disse.

Em 2014, na Argentina, em 2015, em Criciúma, e agora em Florianópolis Muriel utiliza a mesma forma de chamar atenção para o problema: greve de fome. Ele afirma que só tem tomado água e chimarrão para ficar lúcido.

O cônsul Gustavo Coppa, diz que entrou em contato com a Justiça argentina. Ele foi informado que Muriel teria desistido do caso e não teria comparecido às últimas duas audiências. Muriel afirma que nunca desistiu e que está protestando exatamente para ter seu direito atendido.

Na semana passada, o consulado chamou a Secretaria de Assistência Social da Capital para tentar ajudar Muriel por considerar que ele está em situação de rua. Ele se recusa a deixar o local e afirma que só sairá dali quando tiver uma posição oficial do consulado.

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