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Hemosc volta a receber cadastros de doadores de medula óssea

Em Florianópolis, interessados podem procurar o hemocentro e realizar a análise genética através da coleta de sangue

Gustavo Bruning
Florianópolis
29/03/2017 às 18H14

Com o lançamento da campanha para doação de medula óssea nesta quarta-feira (29), o Hemosc (Centro de Hematologia e Hemoterapia de Santa Catarina) voltou a aceitar o cadastro de doadores voluntários, independentemente se eles são parentes de pacientes que estão na fila do transplante. Desde outubro de 2016, o centro recebia registros apenas de aparentados.

O cadastro pode ser feito nos sete hemocentros e nos dois postos de coleta do Hemosc em Santa Catarina. Em Florianópolis, o processo é realizado na unidade localizada na Avenida Othon Gama D'Eça, número 756, no Centro. Interessados podem procurar o local das 7h15 às 18h30.

Análise genética para doação de medula óssea é realizada a partir da coleta de sangue - Eduardo Valente/Arquivo ND
Análise genética para doação de medula óssea é realizada a partir da coleta de sangue - Eduardo Valente/Arquivo ND

Segundo a médica e diretora-geral do Hemosc, Denise Linhares Gerent, é preciso levar um documento de identificação com foto para realizar o cadastro. A pessoa deve preencher uma ficha, responder a algumas perguntas e realizar a análise genética de compatibilidade, a partir da coleta de sangue. “Muitos vêm doar sangue e acabam preenchendo o cadastro para doação também, o que é bom”, explicou. Após a coleta, a amostra é analisada e tem suas informações encaminhadas para o REDOME (Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea), de onde possíveis receptores podem ser identificados.

Os kits utilizados para realizar tal análise foram encaminhados ao Hemosc pela Secretaria de Estado da Saúde – conforme Denise, não há informação de quantos kits o centro dispõe, já que novas remessas ainda devem chegar. “O objetivo é atingirmos a cota instituída pelo Ministério da Saúde em 2012, que prevê 10.140 cadastros anualmente”, afirmou a diretora geral do Hemosc. Até esta quarta, quando apenas parentes de pacientes podiam realizar o procedimento, 153 pessoas haviam se inscrito para serem doadores voluntários.

Ainda de acordo com Denise, o Hemosc ocasionalmente tem dificuldade para entrar em contato com pessoas cadastradas por causa de informações desatualizadas. Por isso, é importante que os possíveis doadores atualizem os dados por meio do e-mail captação.fms@hemosc.org.br ou do telefone 3251-9712.

Para se tornar um doador de medula óssea é necessário:

– Ter entre 18 e 55 anos de idade
– Estar em bom estado geral de saúde
– Não ter doença infecciosa ou incapacitante
– Não apresentar doença neoplásica (câncer), hematológica (do sangue) ou do sistema imunológico
– Algumas complicações de saúde não são impeditivas para doação, sendo analisado caso a caso

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