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Terça-Feira, 18 de Setembro de 2018
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Há um mês no comando da Polícia Militar, coronel Cabral passa no primeiro teste

Coronel baixou os índices da criminalidade em Florianópolis, colocando a polícia na rua e reprimindo a embriaguez ao volante

Colombo de Souza
Florianópolis
Marco Santiago/ND
Valdemir Cabral diz estar no caminho certo para reduzir a criminalidade


Há um mês no comando geral da Polícia Militar, o coronel Valdemir Cabral tem recebido manifestações positivas da população por meio das redes sociais. Neste período, moradores da Capital perceberam mais policiais nas ruas. O planejamento do policiamento a pé foi retomado e a cavalaria montada, antes recolhida aos quarteis, também voltou às ruas, espantando a criminalidade. Nas delegacias, os policiais civis constataram a redução de boletins de ocorrências sobre assaltos a pedestres e arrombamentos, no Centro.

Ciente de que está fazendo a diferença, pelos menos é o que mostra a estatística na Capital, Cabral afirma que este é o caminho para a redução da violência. “Minha mulher também tem recebido elogios das colegas. Isto é muito gratificante. É sinal que estamos no caminho certo”, disse.

Entretanto,  nos bairros mais afastados da Capital, e nos municípios da Grande Florianópolis, há mais reclamações da comunidade. No loteamento Madri, em Palhoça, e na região de Forquilhinhas, em São José, ocorrências de assalto têm atormentado a vida dos moradores.

Camboriú, Navegantes, Itajaí e Joinville também têm sido alvos de assaltantes. De acordo com Cabral, nos próximos meses estes municípios receberão reforços de 1.700 alunos/policiais que estão se formando. O comandante diz que estes novos policiais serão aproveitados, rigorosamente, para o policiamento a pé.

Cabral afirmou que a ordem que saiu do comando geral é para todos os batalhões saírem para as ruas, com o reforço do pessoal em atividades burocráticas. E ressaltou que os comandantes dos batalhões são gestores da segurança e têm à disposição a estatística da criminalidade, os dias e os horários em que o crime ocorre.

Para mostrar que veio para fazer a diferença, Cabral disse ainda que continuará reprimindo motoristas embriagados com as blitze de trânsito. Neste primeiro mês, 12 pessoas foram presas dirigindo embriagadas na Capital. “Daqui para frente nosso lema é ‘a criminalidade não pode ser mais ostensiva, a ostensividade é da Polícia Militar”’.  Leia abaixo os principais trecho da entrevista do comandante ao Notícias do Dia.

Capital
Não tenho estes dados agora, mas acredito que reduziu em pelo menos 15% o índice da criminalidade em Florianópolis. Mudamos algumas políticas de comandos de batalhões. Modificamos tipos de policiamento, horário de policiamento e a postura do policial. Tudo isto aliado à cobertura do pessoal de expediente e dos alunos soldados que estão na academia se formando contribuíram para diminuir a criminalidade”.

Interior
“A utilização dos alunos é em todo o lugar aonde tem esses alunos e a utilização do policiamento é visível em todo o Estado. Foi uma ordem geral que saiu do comando. A viatura que não estiver atendendo ocorrência deverá estar em local visível, com giroflex ligado e o policial fora da viatura, conversando e participando junto com a comunidade”.

Palhoça e São José
Nestes dois municípios os batalhões têm ordens expressas de fazer o policiamento ostensivo. No final deste mês eles ganharão efetivo para reforçar o policiamento. Nesta primeira turma de formandos são 800 policiais para todo o Estado. Florianópolis receberá 40. Para São José, vão 60 PMs somente para o policiamento a pé. Não vão para a viatura e nem farão escala”.

Lei Seca
“Em Florianópolis, abordamos 1.542 veículos, 12 pessoas presas por embriaguez e outras 13 detidas por que estavam com mandado de prisão em aberto”.

Cracolândia
O comando geral não tem plano para cada município. Quem tem que fazer este planejamento são os comandos regionais e os comandantes de batalhões. Eles são os gestores. Então eles têm que saber onde está a necessidade do emprego da tropa”.

Joinville
A cidade também receberá novos policiais no final do mês. Lá também será feita a política da utilização ostensiva do policiamento a pé em regiões onde a criminalidade está alta”.

Copa do Mundo
Não temos a visão de que o crime migre para Santa Catarina se a polícia apertar o cerco em Estados sede da Copa. Estamos acompanhando todo o sistema de informação, monitorando os grupos que eventualmente farão protestos. Enfim, estamos bem tranqüilos”.

Mancha
Camboriú hoje não é mais o foco de criminalidade. Já realizamos operação cirúrgica lá. Agora, faremos em outras regiões onde há necessidades. Vamos trabalhar sempre em conjunto com a Polícia Civil”.

 

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