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Terça-Feira, 25 de Setembro de 2018
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Moradores de Palhoça esperam há mais de três anos por abertura da primeira UPA da cidade

Unidade deveria começar a atender em 2012, mas ficou pronta apenas em 2013 e até hoje não abriu

Rafael Thomé
Florianópolis
Bruno Ropelato/ND
Santos aguarda a inauguração da UPA para não precisar mais ir todos os meses consultar em  São José

 

Três anos e meio após o início das obras, os moradores de Palhoça ainda esperam pela entrega da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) no bairro Bela Vista. Sem hospital na cidade, a construção poderia receber boa parte dos pacientes que, hoje, precisam se deslocar para o Hospital Regional, em São José. Com capacidade para receber cerca de 250 pessoas por dia, se tivesse sido inaugurada em setembro de 2012, conforme previsto, a unidade já teria atendido 300 mil pacientes.

José Adegal dos Santos, 50 anos, é um dos moradores de Palhoça que aguarda ansiosamente pela inauguração da UPA. Em outubro de 2014, Adegal foi atropelado por um caminhão e sofreu fraturas no braço direito, perdendo a capacidade motora do membro. “Preciso ver o médico a cada 30 dias, por causa do acidente, aí tenho que ir lá para São José. A gente mora aqui há muito tempo, a comunidade é grande e precisa dessa UPA. Dá até uma tristeza ver o prédio abandonado assim”, lamentou Adegal.
Quem passa perto do edifício, nota a situação de abandono. A terra e o mato tomam conta do pátio e a pintura começou a ficar desgastada. O prédio está pronto desde 2013, mas não foi equipado.

Segundo o secretário municipal de Saúde, Rosinei de Souza Horácio, a falta de verbas para manutenção do serviço e erros no planejamento da UPA cometidos pela gestão anterior impediram a inauguração no prazo. “Queremos a UPA toda equipada até março, faltam apenas detalhes. Acertamos um importante convênio com o governos do Estado e federal para bancar o custo mensal de R$ 1,2 milhões. Não podíamos fazer loucuras para abrir e depois não conseguir manter”, explicou Horácio.

No Sul de Palhoça, moradores apelam para atendimentos particulares

Se a falta de pronto atendimento atrapalha os moradores da região central de Palhoça, que dirá daqueles que vivem mais ao sul, como na Guarda do Embaú ou na praia da Pinheira. O hospital, o Regional, mais próximo fica a quase 40 quilômetros de distância. 

Funcionária da saúde aposentada, Inácia da Silveira, 59, conta que a população desses locais precisa apelar para o atendimento particular, já que o posto de saúde da Pinheira não conta com laboratório nem máquinas de raio-X, por exemplo. “A Palhoça [centro da cidade] é longe, o pessoal daqui paga para ser atendido particularmente, porque se não morre”, lamentou Inácia, nativa da Guarda do Embaú.

A Secretaria de Saúde afirmou que o prédio da UPA no Sul de Palhoça está sendo finalizado, entre a praia do Sonho e Pinheira. “Temos uma UBS [unidade básica de saúde] na Pinheira, que atende das 9h às 21h, mas com a nova UPA, teremos atendimento 24 horas. Essa UPA vai ter, inclusive, máquinas de raio-X e laboratório de coleta”, disse o secretário Rosinei de Souza Horácio sem estabelecer prazo para a inauguração da unidade.

:: UPA Bela Vista

Tamanho do terreno: 3.000 m²

Área construída: 1.600 m²

Investimento federal: R$ 2,3 milhões

Investimento estadual: R$ 500 mil

Previsão de atendimentos diários: 250 pacientes

Especialidades: Ortopedia e pediatria

Número de funcionários necessários: 100

Custo (estimado) de manutenção: R$ 1,2 milhão

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