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Quarta-Feira, 26 de Setembro de 2018
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Grupo de jovens encena a Paixão de Cristo na Catedral Metropolitana

Tradição religiosa da Páscoa também foi mantida viva na paróquia do Ribeirão da Ilha e no teatro do CIC

Felipe Alves
Florianópolis

Mais do que relembrar os passos de Jesus a caminho do Calvário, as encenações da Paixão de Cristo na sexta-feira Santa mantêm viva uma tradição cristã histórica. A repetição ano a ano da ressurreição de Jesus perpetua uma tradição assistida por milhares de fiéis em todo o país. Ainda que o início e o fim da história já estejam na ponta de língua de muitos, cada ato não deixa de emocionar os devotos. Em Florianópolis, a encenação fez parte nesta sexta-feira (25) da programação de Páscoa no Ribeirão da Ilha, na Catedral Metropolitana do Centro e no teatro do CIC (Centro Integrado de Cultura).

Eduardo Valente/ND
Composto por 30 integrantes, Movimento Água Viva Jovens se preparou por dois meses


Quem faz todo o trabalho de encenação são, geralmente, jovens amadores e voluntários de grupos ligados à Igreja. Na Catedral, os responsáveis são do Movimento Água Viva Jovens. Cerca de 30 integrantes se preparam dois meses antes para relembrar ao público os momentos vividos por Jesus até o momento da crucificação.

Neste ano, o estudante Pedro Bastos, 22 anos, foi responsável por interpretar Jesus. Para ele, a experiência proporciona um rito forte de espiritualidade pessoal e para quem assiste. “É uma entrega muito grande que ajuda a formar a fé das pessoas. Quem assiste, consegue reviver essa história todos os anos, se envolver e cada um consegue levar uma mensagem para sua vida e refletir”, diz ele.

A estudante Khalie Vieira, 19, foi levada ao Movimento Água Viva pela mãe e, pela primeira vez este ano, além de interpretar teve também que cantar no papel de Verônica. Para ela, manter viva esta tradição é relembrar o auge do amor que Deus teve pelas pessoas, além de ser uma possibilidade de evangelizar. “Como são jovens interpretando torna-se um canal mais fácil com os outros jovens” explica ela.

O padre David Antônio Coelho lembra que a ressurreição é a festa maior do cristianismo, que tem como tema a paixão e a morte de Jesus. “Para o povo cristão, este é o momento mais esperado e os grupos de jovens fazem o papel de atualizar essa história, trazendo para o nosso tempo as dores de Jesus”, avalia ele.  

Encenação feita por jovens

Por conta da chuva, a encenação da Capital, que aconteceria em frente à Catedral, teve que ser transferida para dentro do local. Há nove anos, a encenação é feita pelo Movimento Água Viva Jovens. O grupo se dedica dia a dia nos dois meses anteriores à apresentação para que tudo saia perfeito.

Os jovens recontam a história da Paixão de Cristo desde o momento em que Jesus se põe a rezar no Horto das Oliveiras até o momento em que é levado ao sepulcro.

Segundo a estudante Dalila Nascimento, 20, que faz a assessoria de artes da encenação, o grupo concilia trabalho e estudos com as noites de ensaios em frente à Catedral. Para proporcionar toda a estrutura, vendem camisetas e correm atrás de patrocínio.

Baseado nas escrituras, a encenação utiliza da linguagem do teatro e de músicas para resgatar a história de Jesus.

“Fazemos nas ruas exatamente para evangelizar. Levar o nome de Deus a quem estiver passando. O teatro faz isso, mostra que esse amor transborda e mostra a entrega total das pessoas”, diz ela.

Neste sábado, às 20h, haverá a vigília pascal da ressurreição do Senhor, na Catedral Metropolitana. No domingo, também na Catedral, haverá missas às 7h30, 9h30, 18h e 19h30. 

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