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Grupo RIC completa 30 anos com a marca de maior grupo regional do Brasil

Empresa, que tem como marca forte o regionalismo, começa a sua história nos anos 1970 com duas rádios e retransmissora da TV Tupi até chegar a Rede Independência de Comunicação em 1987

Redação ND
Florianópolis
14/04/2017 às 22H04
Com seis emissoras, um jornal, dois portais e uma editora, a empresa tem 537 colaboradores - Flávio Tin/ND
Com seis emissoras, um jornal, dois portais e uma editora, a empresa contabiliza 537 colaboradores - Flávio Tin/ND



Retratar a vida dos catarinenses e contribuir para o desenvolvimento socioeconômico do Estado. Esta é a missão que norteia o trabalho do Grupo RIC, que completa 30 anos em 2017 e comemora a data com uma programação neste mês de abril. Desde o início, a empresa de comunicação tem como marca forte o regionalismo, valorizando o sotaque, a diversidade de etnias e de culturas.

O Grupo RIC iniciou as atividades em Santa Catarina na cidade de Chapecó. Já no Paraná, a empresa começou no final da década de 1980, a partir da compra da TV Vanguarda e da TV Independência de Curitiba. As emissoras nos dois Estados começaram a ser geridas de maneira coordenada e formava-se, então, a RIC (Rede Independência de Comunicação).

Com olhar voltado às demandas da sociedade, a RIC cresceu ao longo dos anos e migrou para todo o território catarinense, conquistando a marca de maior grupo de comunicação regional do Brasil. Atualmente, a empresa tem uma estrutura com seis emissoras de TV, um jornal, dois portais web, uma editora de revistas e mais de 50 equipes de jornalismo. A cobertura atual abrange 268 municípios, com todas as emissoras digitalizadas e sinal HD disponível para 53 municípios – o grupo trabalha agora na digitalização de suas repetidoras e na instalação de reforçadores de sinais.

O Grupo RIC é o maior produtor de conteúdo regional do país, e os nossos colaboradores são responsáveis por gerar um grande volume de informações para os catarinenses, além de abastecer os veículos da Record nacional e internacional.” Marcello Corrêa Petr - Daniel Queiroz/Arquivo/ND
O Grupo RIC é o maior produtor de conteúdo regional do país, enfatiza o presidente-executivo do Grupo RIC SC, Marcello Corrêa Petrelli - Daniel Queiroz/Arquivo/ND



“Temos um enorme compromisso de levar para a sociedade produtos de comunicação que forneçam entretenimento e prestação de serviços. Nossa visão é de que a regionalização é o melhor meio para estar cada vez mais perto das pessoas, contribuindo para o desenvolvimento da sociedade. A partir desse desafio, abraçamos outra importante causa para a realização desse compromisso: a criação de centenas de empregos”, enfatiza o presidente-executivo do Grupo RIC SC, Marcello Corrêa Petrelli. Hoje a empresa tem 537 colaboradores lotados em seis cidades.

 O compromisso com causas sociais e econômicas é uma forte característica da empresa. Entre os projetos, que envolvem também patrocinadores e marcas, estão o Destino SC, a Campanha do Agasalho, a Corrente do Bem e o Sou Bem Cidades.

“Hoje, o Grupo RIC é o maior produtor de conteúdo regional do país, e os nossos colaboradores são responsáveis por gerar um grande volume de informações para os catarinenses, além de abastecer os veículos da Record nacional e internacional”, continua o presidente-executivo.

A comunicação está na veia familiar. No final do século 19, Joseph Petrelli, um tio distante do fundador do Grupo RIC Mário Petrelli, foi editor-chefe do “Corriere di Napoli”, o segundo jornal mais importante da Itália naquela época. “A comunicação está no sangue da família”, pontua o fundador. “O meu irmão Armando dirigiu o combativo jornal ‘A Tarde’, de Curitiba, que havia sido comprado pelo meu pai em 1929”, recorda, ainda, Mário Petrelli..

Mario Petrelli (à dir.) na inauguração da Rádio Floresta Negra de Joinville, em 1976. a primeira do grupo em SC - Arquivo da Empresa/ND
Mario Petrelli (à dir.) na inauguração da Rádio Floresta Negra de Joinville, em 1976. a primeira do grupo em SC - Arquivo da Empresa/ND



Do início com duas rádios à retransmissora da TV Tupi

A história do Grupo RIC começou a ser traçada em 1975, quando o executivo de seguros  Mário Petrelli adquiriu duas rádios, uma em Curitiba e outra em Joinville. Já o Grupo RIC teve início em Santa Catarina no ano seguinte, quando surgiu a oportunidade de concessão da TV Cultura em Chapecó, como retransmissora da Tupi. Em 1982, o sinal entrou no ar, já como SBT.

Uma oportunidade ocorreu quando houve um problema societário na TV Coligadas em Blumenau. Mário Petrelli buscou parceiros para comprá-la. Na sequência, o grupo adquiriu a rádio Diário da Manhã, de Florianópolis. Com a concessão da TV Barriga Verde, em Florianópolis, e a participação da TV Planalto, em Lages, foi montado o Sistema Catarinense de Comunicação.

O fim da Tupi abriu espaço para o surgimento do SBT (1981) e da Manchete (1983). No Paraná, a atuação do grupo começou em Cornélio Procópio, com a TV Vanguarda, que retransmitia a TV Manchete. Em Santa Catarina, o Grupo RIC retransmitia o SBT em Florianópolis (TV O Estado). A aquisição da TV Independência de Curitiba se somaria à Rádio Independência. Formava-se desta forma, em 1987, a Rede Independência de Comunicação, a RIC. Dois anos depois, em 1989, a falência da Manchete trouxe uma nova parceria, com a retransmissão do sinal da Record. A rede, criada em 1953, tinha sido comprada pelo pastor Edir Macedo no fim da década de 1980. Na época, o Grupo RIC trabalhava com duas bandeiras (SBT e Record). Os dois executivos estaduais, Leonardo e Marcello Petrelli, começaram a cogitar a unificação de sinal junto à emergente Record. Coube ao fundador a missão de comunicar essa possibilidade ao SBT.

Inauguração da TV em Chapecó (1982): ministro Rômulo Vilar Furtado, o governador Jorge Konder Bornhausen e Mário Petrelli (à dir.)  - Arquivo da Empresa/ND
Inauguração da TV em Chapecó (1982): ministro Rômulo Vilar Furtado, o governador Jorge Konder Bornhausen e Mário Petrelli (à dir.) - Arquivo da Empresa/ND



A consolidação da Record

-Em 2007, a unificação da bandeira Record foi efetivada. Mário Petrelli foi o articulador desse processo que resultou na  expansão nacional da Record para além do eixo Rio-São Paulo-Minas Gerais, colaborando para a consolidação da segunda principal rede de TV do país. “Nós trouxemos para a Record 14 estações naquele momento. Aí começou a grande expansão da rede, que é fruto da cassação da Manchete [em 1999]. Tenho orgulho disso”, afirma.

O processo iniciado nos anos 1970 incluiu várias empresas, diferentes sócios e bandeiras, mas o grupo foi se desenhando até alcançar o formato atual, com 11 emissoras no Paraná e em Santa Catarina, além de rádios, portais de notícias, plataforma jovem multimídia, jornais e revistas.

A ideia da regionalização, de prestigiar o fato local, é que dá sentido à existência do Grupo, comenta Mário Petrelli, fundador e presidente emérito do Grupo RIC - Daniel Queiroz/ Arquivo/ND



DEPOIMENTO:

Uma história com muitas mãos e mentes

A história dos 30 anos da RIC Paraná e Santa Catarina começou com o sonho de fazer algo diferente no campo da comunicação. Algo que fosse positivo, que falasse a verdade, mas que também trouxesse o bem e ajudasse o leitor, o ouvinte e o telespectador em seu dia a dia. Foi, portanto, o idealismo que nos gerou e nos trouxe até aqui, porque quando dei partida ao projeto, antes mesmo da criação do grupo, com a primeira estação de rádio e a primeira TV, já tinha a vontade de fazer o melhor, valorizar o conteúdo regional, apoiar a cultura, desenvolver a educação, enfim, ser porta-voz da sociedade em seus anseios e inquietações.

Se formos buscar a gênese de tudo, veremos que a saga da família na área da comunicação teve início com meu tio Giuseppe Petrelli, escritor e irmão do meu pai (engenheiro Leonardo Petrelli), no jornal “Corriere di Napoli”, na Itália, no ano de 1902. Esse jornal, do qual meu tio foi diretor, era o segundo mais importante da Itália na época.

A crise da TV Coligadas, em 1976, foi a brecha para que eu concretizasse o desejo de entrar no ramo da comunicação de massa em terras catarinenses. Como meu pai também adquiriu para meu irmão, ainda jovem e cursando Medicina no Paraná, um terço do jornal “A Tarde”, então o maior vespertino de Curitiba, fortaleceu-se no Brasil uma vocação que vinha de longe, aproveitando as oportunidades que surgiram na nossa frente.

Na compra da TV Coligadas entrou transação com o “Jornal de Santa Catarina”, também de Blumenau. Com o tempo, fomos incorporando outros veículos nos dois Estados, a ponto de o Grupo RIC ser hoje reconhecido como o maior produtor de conteúdo regional do país. A genética ajudou nessa empreitada, porque Marcello e Leonardo Petrelli têm os mesmos conceitos, as mesmas ideias, os mesmos objetivos, permitindo que a empresa mantenha os seus propósitos e a missão de fazer uma boa comunicação, sempre com foco e respeito ao interesse do público, do cliente, do leitor ou espectador.

Nada disso, no entanto, teria sido possível sem os colaboradores do Grupo RIC. Desde os que chegaram e saíram até aqueles que permanecem conosco, passando pelos que estão entrando agora, todos demonstram o empenho por construir uma RIC forte e capaz de integrar os Estados do Sul. Se cobrimos um universo de 17 a 18 milhões de habitantes, é porque desde Marcello e Leonardo, que foram os verdadeiros tocadores do projeto, até os diretores e funcionários mais simples, todos respeitam essa bandeira que é a RIC, cuja história ajudam a consolidar.

Poderia citar muitos deles pelo nome, incluindo os que já faleceram, os que saíram para enfrentar outros desafios e aqueles que continuam nos ajudando e contribuindo com a casa, mas deixo aqui meu agradecimento a todos, indistintamente. Dos diretores que me acompanham desde quando fui diretor geral do Banco do Brasil até nossas secretárias e motoristas, aqui e no Paraná, todos foram e são importantes para manter o projeto de fazer um trabalho especial, diferenciado, focado nas vocações e características de cada cidade ou região onde estamos instalados.

Com esse suporte, nossos veículos em diferentes mídias, incluindo as que as novas tecnologias tornaram indispensáveis, vamos edificando, de forma consistente, um patrimônio de saudável comunicação jornalística, corroborando inclusive com o que estabelece a Constituição brasileira – ter a cobertura regional como elemento relevante. Isso também nos permite fazer o contraditório, o contraponto, evitando que a sociedade seja informada apenas por um grupo de comunicação, com os riscos que toda espécie de hegemonia pode trazer.

Fica aqui, meus companheiros, a certeza de que a história que se iniciou com idealismo, com o desejo de construir uma imprensa sadia, de fazer uma comunicação objetiva, séria e profissional, só foi possível graças a vocês. Agradeço a todos os que consideram a empresa uma extensão de sua casa e de sua família. Vocês são os heróis que nos ajudaram a chegar aonde chegamos – fazendo audiência boa, respeitando nosso público e mantendo os compromissos que nos acompanham desde os primeiros anos, com o idealismo que ainda move nossos passos.

"Nossos profissionais é quem criam o elo e integram-se na vida dessas pessoas durante todo esse período, transformando uma emissora de televisão em um grupo de comunicação.”
Reynaldo Ramos Jr., diretor superintendente do Grupo RIC SC

"Estou na RIC há 15 anos. Esse foi um período de grande realizações, principalmente pela liberdade de produzir o programa que eu queria fazer.”
Hélio Costa, apresentador

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