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Domingo, 18 de Novembro de 2018
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Greve lota autoatendimento e lotéricas na Capital

Bancários rejeitam nova proposta e mantém greve por tempo indeterminado

Keli Magri
Florianópolis

Enquanto bancários comemoram 20% de aumento na adesão à greve neste ano em comparação com o ano passado, clientes dos bancos buscam alternativas para manter os pagamentos em dia. Só em Florianópolis, segundo o Sindicato dos Bancários, são 99 agências fechadas. Em todo o país, no 19º dia de paralisação, estão fechadas 11.500 agências.

Sem a alternativa de pagar no caixa dos bancos, Sandra Nunertz tratou logo de arrumar uma saída. Moradora do bairro Itacorubi, ela foi até a agência do Banco do Brasil (BB) na Praça 15 efetuar os pagamentos do mês no caixa eletrônico. “A greve atrapalhou a rotina de todo mundo. Faço pagamentos através de cheques, como a lotérica não aceita, nem mesmo depósito, minha opção foi o autoatendimento”, disse ela que teve que pagar todas as contas de forma diferente neste mês.

Sandra não foi a única. Às 15h30 de ontem, os 22 caixas eletrônicos do BB da Praça 15 estavam lotados: 70 pessoas formavam filas de pelo menos 15 minutos de espera. Do outro lado da rua, em outra agência do BB, outros quatro caixas eletrônicos acumulavam uma fila de 20 pessoas. Os seguranças que trabalham nas agências e os próprios funcionários em greve repassavam orientações para os clientes sobre como proceder no período de paralisação dos bancos. “Orientamos os clientes a usarem o autoatendimento e se não conseguirem efetuar o pagamento, esperem a greve terminar e procuram as agências para solicitar novos boletos sem tarifas e juros”, destaca o presidente do Sindicato dos Bancários da Grande Florianópolis, Jacir Zimner.

Muitas agências abriram as portas ontem, a exemplo do Bradesco que, conseguiu através de uma liminar, abrir todas as agências da Capital. “Alguns bancos conseguem através de liminar, o interdito proibitório na Justiça do Trabalho e impedem a greve. Porém, em São José, algumas agências do Bradesco seguem fechadas”, explica Zimner.

Outra opção, lotéricas ficam lotadas

Às 16h de ontem, a lotérica na rua dos Ilhéus, centro da cidade, atendia 26 pessoas na fila que alcançava a metade da quadra. Quatro caixas faziam o atendimento que intensificou com a greve. O proprietário, André Guedes, não sabe precisar o aumento, mas afirma que o movimento é grande durante todo o dia. “Aumentou muito depois da greve e só não é maior porque tem agências abertas”.

Um dos moradores que optou pelo pagamento na lotérica foi o jovem Fernando Silva, que enfrentou 30 minutos de fila para pagar boletos bancários. “Essa greve está muito ruim, é muita fila e transtorno para poder pagar as contas”.

Outra incomodada com a greve era a moradora do Ribeirão da Ilha, Lorete Fernandes, de 60 anos. Na sexta-feira ela enfrentou fila de 25 minutos para efetuar pagamentos e ontem mais 30 minutos. “Tive que vir para o centro, porque a agência mais próxima de casa estava fechada”, conta ela que na semana passada teve um contratempo ao lado do marido por causa da greve. “Ele é aposentado e tinha que fazer o recadastramento no banco. Viemos até o centro e não pudemos fazer”.

Apesar da greve, muitas agências estão abertas em Florianópolis, o que diminui o impacto nesta semana de pagamentos de início do mês. O economista da Fecomércio, Mauricio Mulinari, afirma que o índice de usuários que utilizam a automatização em Florianópolis é alto o que também diminui o impacto da greve.

Greve não tem data para encerrar

As assembléias ocorridas ontem reuniram bancários de todo o Estado apenas para reforçar a orientação do comando geral da greve: ela deve continuar, já que os bancários rejeitaram a última proposta da Federação Nacional dos Bancos, de reajuste de 7,1% feita na sexta-feira (4). Segundo o presidente do Sindicato dos Bancários da Grande Florianópolis, Jacir Zimner, a proposta precisa ser melhorada para que a greve termine. “Estamos unidos na paralisação que está 20% maior que no ano passado, por isso queremos uma proposta melhor, não só pelo salário, mas pelas condições de trabalho”, destacou.

As condições de trabalho ressaltadas pelo presidente referem-se a mais segurança, estrutura e redução das tarifas e juros. “Mais bancários significa mais negócios. Só a Caixa precisaria contratar 30% a mais de seu efetivo para atender a demanda. Em outros bancos esse índice é um pouco menor, mas também precisam de novas contratações. Nossa luta não é só pelo salário”.

Onde e como pagar?

Autoatendimento

Atendimento 24h

Saque com limite diário que varia de banco para banco

Pagamento de boletos bancários e contas de luz, água e telefone

Depósito bancário em dinheiro ou em cheque

 

Lotéricas

Atendimento das 8h às 19h de segunda a sexta e das 8h às 15h aos sábados

Aceita boletos da Caixa até R$ 2.000,00 e de outros bancos até R$ 700,00

Depósito e saques de até R$ 1.500,00 (Caixa) e depósito de R$ 500,00 (demais bancos)

Boletos em atraso só da Caixa

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