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Segunda-Feira, 22 de Outubro de 2018
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Greve faz usuários pagarem mais caro por serviço de vans ineficiente

O valor cobrado por viagem é de R$ 4 ou R$ 5

Saraga Schiestl
Florianópolis

Foto Rosane Lima/ND
Nem havia amanhecido e a movimentação no Ticen já era grande

A situação está complicada na área central de Florianópolis desde as primeiras horas da manhã com a greve de motoristas e cobradores de ônibus. Quem depende das vans para circular entre os bairros precisa ter paciência já que os carros, que cobram entre R$ 4 e R$ 5 para fazer os trajetos, demoram entre 40 minutos e uma hora para recolher os passageiros.

Pagar mais caro e ainda levar mais tempo para chegar ao trabalho está deixando revoltados os usuários do transporte coletivo. A auxiliar de limpeza Cidáuria Rosa, 53, veio de Palhoça com um ônibus da empresa PauloTur até a rodoviária Rita Maria e onde esperava há mais de meia hora para conseguir uma van até a UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina). “É um absurdo, tem muito pai de família querendo trabalhar enquanto esses motoristas cruzam os braços por nada”, reclamou a auxiliar de limpeza que calculou um gasto de R$ 15 para chegar ao trabalho.

A falta de organização dos estacionamentos das vans também complicou a vida de quem dependia delas. No começo da manhã, não havia placas informando o lugar onde os motoristas deveriam parar para buscar os passageiros. A maioria aguardava em frente ao Ticen (Terminal de Integração do Centro), lugar onde não existiam bolsões de estacionamento. 

A greve dos trabalhadores do transporte coletivo se refletiu no comércio e no trânsito da Grande Florianópolis. A Via Expressa, BR-282, registrou filas em toda sua extensão, assim como a Beira-mar Norte. Enquanto isso, dentro das lojas, funcionários faltaram e os clientes não apareceram. “Aqui na loja as meninas combinaram de vir com carona”, disse a caixa, Michele Cristina dos Santos, 21.

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