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GP da Austrália abre a 68ª temporada da Fórmula 1 na madrugada de domingo (26)

Com gasolina na veia, o mecânico de velocidade José Nascimento trabalha com as promessas da modalidade no Estado e está ansioso pelo retorno do circo da categoria mais apaixonante da modalidade

Michael Gonçalves
Florianópolis
25/03/2017 às 15H49

Para a alegria do mecânico de velocidade e coaching (instrutor) José Nascimento, 56, o circo da F-1 (Fórmula 1) recomeça na madrugada deste domingo, às 2h, com o GP da Austrália. O paulista radicado em Florianópolis há 32 anos tem gasolina na veia. Quando não está em casa, ele fica no kartódromo do bairro Ingleses, Norte da Ilha, trabalhando nos karts ou em um modelo antigo da Fórmula Ford. Na 68ª temporada da F-1, o piloto Felipe Massa, que havia anunciado a aposentadoria no fim do ano passado, será o único brasileiro na disputa e vai correr pela Williams.

O sonho do mecânico José em virar um piloto de corrida terminou em uma avaliação oftalmológica. Apaixonado por velocidade, ele continuou no esporte na profissão de mecânico. “Tenho um amigo que a mãe dele fazia o macacão do Ayrton Senna na época do kart e quando ele corria no Brasil distribuía alguns ingressos. Em 90, na reinauguração de Interlagos (SP), já com o ‘S’, do Senna, assisti o meu primeiro grande prêmio. Ficamos nos boxes da McLaren durante os treinos e foi uma experiência inesquecível”, comenta.

A família Nascimento foi contaminada pela gasolina na veia do patriarca. O filho Leandro, de 28 anos, seguiu os passos do pai e também trabalha na oficina. Juntos, eles trabalham com jovens pilotos. Uma das apostas é a jovem catarinense Bruna Tomaselli, de 19 anos, que atualmente disputa a USF 2000 Road To Indy. A competição é o primeiro degrau para a Fórmula Indy.

Quando está em Florianópolis, a jovem de Caibi treina em um Fórmula Ford de 150 cavalos. “Santa Catarina já teve pilotos de grande expressão como o Leonardo Nienkotter, que chegou a fazer testes na Williams, e o Gabriel Zunino, que foi campeão Brasileiro e Pan-americano de kart, por exemplo. Hoje, a Bruna é a grande aposta da modalidade no Estado”, ressalta.

Para José, o diferencial da F-1 é a inovação tecnológica. A milionária competição reúne as montadoras que mais investem. “Sou fã do Senna, mas o melhor piloto hoje é o (Fernando) Alonso, da McLaren. Acho que a Mercedes é a favorita, mas torço que a minha previsão não se confirme”, completa.    

Pilotos e equipes do Mundial 2017 - Folha Press/ND
Pilotos e equipes do Mundial 2017 - Folha Press/ND



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